O líder do PS/Madeira afirmou este sábado que o regime do PSD de mais de 30 anos na região «acaba este ano» com as eleições autárquicas, considerando que o arquipélago «já rompeu» com os sociais-democratas.

«O fim deste regime do PSD, que já tem mais de 30 anos, acaba neste ano de 2013», afirmou Victor Freitas, no encerramento das jornadas do grupo parlamentar do PS na Assembleia Legislativa da Madeira, no Funchal.

«Os tempos de dormência democrática e da não intervenção dos cidadãos acabaram» e «sentimos isso neste processo autárquico», afiançou o responsável.

«O mundo está a mudar e a Madeira também irá mudar nas próximas eleições», declarou Victor Freitas que, citando o papa Francisco, apelou ao envolvimento dos cidadãos na política.

Apontando os resultados nas últimas eleições legislativas regionais, «em que o PSD perdeu a maioria dos votos», o responsável traçou o objetivo para o ato eleitoral de 29 de setembro: «Que o PSD perca a maioria das câmaras municipais e a maioria das juntas de freguesia».

«A Madeira não pode continuar a ser uma terra de um partido», defendeu, convicto que «em setembro a mudança chegará à Madeira», com novos autarcas de «diversas cores político-partidárias».

No discurso, onde abordou a situação social e financeira da Madeira, o também deputado no parlamento regional reiterou a necessidade de mudar o programa de ajustamento económico e financeiro da região (PAEF).

«É entendimento do PS que ou há uma revisão do PAEF ou então a economia na Madeira vai continuar a morrer», disse, considerando que o PS «é o único partido que tem condições» para o rever.

Para Victor Freitas, «só com um governo socialista em Lisboa e um governo do PS na Madeira é que haverá uma alteração benéfica do PAEF».

«Já nos apercebemos que o PSD da Madeira e o PSD do continente nunca em momento algum irão alterar este PAEF», referiu, acrescentando que também o CDS não pretende a sua mudança.

Na sequência da dívida pública, na ordem dos seis mil milhões de euros, o Governo da Madeira solicitou em 2011 ajuda financeira ao Estado português, que culminou na assinatura do programa de ajustamento económico e financeiro da região, a 27 de janeiro do ano seguinte.