A federação do PS/Porto acusou esta terça-feira o Governo de ter criado «uma grave doença no Serviço Nacional de Saúde», prosseguindo «uma política de cortes cegos», sem condições para estabelecer um diálogo construtivo, solidarizando-se assim com a greve dos médicos.

A greve dos médicos, que começou às 00:00 desta terça-feira e decorre até às 24:00 de quarta-feira, foi convocada pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e conta com o apoio da Ordem, de várias associações do setor e também de pensionistas e doentes.

Perante «a debilidade crescente e as condições frágeis a que este Governo expõe o Serviço Nacional de Saúde» (SNS), a federação do PS/Porto «solidariza-se com a greve dos médicos», posição assumida em comunicado enviado às redações.

«Não é possível continuar, cirurgicamente, a dizimar este bem maior dos portugueses e a fingir que se dialoga, que o corte de valências e especialidades médicas é apenas uma indolor medida de gestão quando, na realidade, este Governo criou uma grave doença no Serviço Nacional de Saúde», condenam.

De acordo com a distrital socialista, liderada por José Luís Carneiro, «este é um Governo que prossegue uma política de cortes cegos, os quais vão decepando o SNS e que não criam condições para estabelecer um diálogo construtivo, capaz de concertar com todos os profissionais da saúde».

O comunicado recorda ainda que a secção setorial de Saúde do PS/Porto «tem exigido a revogação da portaria 82/2014, que consagra o encerramento de serviços em várias unidades hospitalares, bem como o designado 'Código de Ética'».

«Uma política de saúde não pode ser alicerçada contra os profissionais, ou ignorando os mesmos, ou inclusive, fazendo declarações de intenções, que o mesmo é dizer estabelecendo manobras dilatórias que fundamentam esta greve dos médicos», criticam.