PS e PSD vão disputar as eleições intercalares para a Assembleia de Freguesia de Garfe, em Póvoa de Lanhoso, marcadas para 25 de maio, informou esta terça-feira fonte autárquica.

As eleições intercalares resultaram da renúncia ao mandato de todos os elementos da lista vencedora (PSD) nas autárquicas de 2013, face à falta de acordo quanto à constituição da Junta de Freguesia.

Desta vez, apenas irão a sufrágio o PSD, liderado por José Castro, 65 anos, reformado, e o PS, que apresenta como número 1 Paulo Ferreira, um vendedor de 40 anos.

Em ambos os casos, os candidatos são os mesmos das últimas eleições.

Nas autárquicas de 29 de setembro de 2013, o PSD ganhou a Assembleia de Freguesia de Garfe, com 340 votos e quatro mandatos.

Em segundo lugar ficou o PS, com 331 votos e também quatro mandatos.

Uma lista independente, liderada por Maria do Céu Santos, que no último mandato foi secretária da Junta eleita pelo PSD, conquistou um mandato.

José Castro disse que, como o PSD ganhou as eleições, queria ter dois membros no executivo da Junta. «Apresentei uma série de propostas mas todas acabaram chumbadas», referiu.

Já Paulo Ferreira considera que o PSD «queria ficar com maioria absoluta na Junta sem a ter conquistado nas urnas».

«Além disso, em vez de dialogar com todas as outras forças políticas com vista a uma solução consistente, andou a tentar acordos individuais, à moda do queijo Limiano», criticou.

O braço-de-ferro terminou na renúncia em bloco dos membros da lista vencedora. «Por esse facto, ficou esgotada a possibilidade de substituição do presidente da Junta de Freguesia», refere o despacho do secretário de Estado da Administração Local, Leitão Amaro, que convoca novas eleições.

As eleições intercalares para a Assembleia de Freguesia de Garfe foram marcadas para o mesmo dia em que terão lugar as eleições europeias.

Para 25 de maio, estão também marcadas eleições intercalares nas assembleias de freguesia de Arrifana (Santa Maria da Feira), Torre Dona Chama (Mirandela) e Monte e Queimada (Fafe).

De acordo com Leitão Amaro, «fazer coincidir» as eleições intercalares com as europeias «resulta em ganhos objetivos, quer ao nível do combate à abstenção, quer ao nível de poupanças financeiras».