O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, garantiu hoje, em Bruxelas, que ainda não tomou qualquer decisão sobre a escolha do comissário português que integrará a futura Comissão Europeia presidida por Jean-Claude Juncker.

Apontando que é necessário aguardar pela confirmação da eleição de Juncker - o que deverá suceder a 16 de julho, numa votação no Parlamento Europeu, em Estrasburgo -, Passos Coelho admitiu que já pensou no assunto, e que o Governo tem a expetativa de Portugal garantir um cargo de comissário «com relevo dentro da Comissão», depois de ter tido a presidência do executivo comunitário durante 10 anos, o tempo que Durão Barroso ocupou o cargo.

No entanto, o primeiro-ministro lembrou que a escolha de um comissário, «ou comissária» - sublinhou - faz parte de um processo complexo, que envolve nomeações para outros cargos, e que terá por isso de ser objeto de negociação, que, advertiu, «não irá decorrer em praça pública nem em conferências de imprensa».

«Irei, com certeza, escolher de acordo com o que me parecer ser a melhor proposta, quer em termos de portfólio de competências, quer de personalidade», disse.

Questionado sobre a possibilidade de vir a ser escolhida uma figura de outro partido que não o PSD, e confrontado com o nome de Paulo Portas, Passos Coelho reiterou que não vai abordar a questão na praça pública, limitando-se a afirmar que irá discutir o assunto com o líder do CDS-PP, e seu parceiro de coligação governamental, quer «com o maior partido da oposição», o PS.