O deputado e dirigente social-democrata Guilherme Silva considerou hoje que Alberto João Jardim vai levar o seu mandato de presidente do Governo Regional da Madeira até ao fim e nunca aceitaria uma «prateleira dourada» no Parlamento Europeu.

À margem da reunião do Conselho Nacional social-democrata destinada a aprovar os candidatos do partido às eleições europeias, Guilherme Silva desvalorizou o facto de o PSD/Madeira estar representado nessa lista por Cláudia Aguiar, no 6.º lugar, não mantendo o atual eurodeputado Nuno Teixeira: «O importante foi que assegurámos a nossa representação».

Questionado sobre a notícia de que Alberto João Jardim foi convidado para ocupar o 2.º lugar da lista conjunta do PSD e do CDS-PP às europeias e recusou, o dirigente social-democrata madeirense respondeu que, «se esse convite ocorreu, e ocorreu nesses termos», a recusa do presidente do Governo Regional da Madeira «não tem nada de especial».

«Eu acho que, em qualquer caso, o doutor Alberto João Jardim, num momento difícil para a governação da Madeira, não ia em nenhuma circunstância aceitar uma prateleira dourada, entre aspas, voltando costas ao mandato para que foi eleito. Se eu o conheço, ele vai levar o mandato até ao fim», considerou o dirigente do PSD/Madeira e deputado eleito pelo círculo da Madeira.

Quanto aos escolhidos para a lista conjunta do PSD e do CDS-PP às eleições europeias, Guilherme Silva argumentou que é preciso perceber que houve «várias condicionantes» na sua elaboração, «desde logo a coligação, depois o problema das quotas femininas».

«Portanto, tivemos de cooperar no sentido de também ajudar a resolver esse tipo de condicionantes», acrescentou.

Segundo Guilherme Silva, «o que está em questão para a Madeira é ter sempre uma voz em Bruxelas, com representação condigna da região».

No seu entender, «Nuno Teixeira fez um excelente trabalho e seria se continuasse um excelente deputado, quer para a Madeira, quer para o país», e Cláudia Aguiar é «uma deputada com experiência, com provas dadas no parlamento nacional e que vai com certeza ter um desempenho relevante para a Madeira e para o país».