O cabeça de lista do PPM às europeias, Nuno Correia da Silva, defendeu esta sexta-feira um ajustamento do euro à economia, uma vez que a moeda «está desajustada» e «excessivamente forte».

«Defendemos que o euro se ajuste e que tenha um valor menor face ao dólar de forma a não retirar a competitividade que tem tirado aos nossos produtos», disse aos jornalistas Nuno Correia da Silva, numa ação de campanha pelas ruas da baixa de Lisboa.

O número um do Partido Popular Monárquico (PPM) ao Parlamento Europeu esclareceu que «Portugal não tem que sair do euro, mas tem que se impor, em conjunto com os outros países [da zona euro], para que a moeda se ajuste à economia».

«Quando dizem que trabalhamos pouco, é mentira, a nossa competitividade está a ser prejudicada por uma moeda que está desajustada e excessivamente forte», sustentou.

Nestas eleições europeias, o PPM defende também «uma garantia mútua dentro da União Europeia» no sentido de criar um «escudo protetor das dívidas soberanas perante as pressões especulativas», referiu.

«Temos uma UE que, quando a crise se acentuou, sobretudo nas economias periféricas, alguns Estados-membros, em vez de serem solidários tentaram aproveitar-se. A Alemanha poupou cerca de 40 mil milhões de euros nos juros da sua dívida soberana por causa da instabilidade nos países do sul», frisou.

Enquanto distribuía panfletos do PPM pelas ruas da baixa de Lisboa, Nuno Correia da Silva aproveitava para deixar apelos contra a abstenção aos transeuntes.

«As pessoas que não votam dão maior peso ao voto militante e o voto militante é aquele voto que vota sempre nos mesmos. Para mudar é preciso votar», disse, sublinhando que «um bom resultado eleitoral» para o PPM é a eleição de um deputado.

Nuno Correia da Silva disse ainda que o partido apresenta às eleições de 25 de maio duas propostas «muito importante» que passam pela criação de um fundo para a reestruturação das dívidas das famílias e instituir a pensão social europeia.