Nas primeiras europeias em que concorre, o PAN (Partido pelos Animais e pela Natureza) tem como objetivo «eleger um deputado» que defenderá a criação de um estatuto jurídico do animal e de um rendimento básico incondicional.

«O objetivo é eleger um deputado» nas eleições de dia 25 de maio, contou à Lusa o cabeça de lista Orlando Figueiredo que percorreu a marginal da praia de Matosinhos esta quinta-feira para «dar um pouco nas vistas» e dar a conhecer o partido.

O candidato assumiu estar consciente quer das dificuldades quer das possibilidades, lembrando que logo que o partido surgiu «foi uma surpresa», quase elegendo em 2011 um deputado por Lisboa para a Assembleia da República.

«Isso dá-nos a convicção de que é possível. Por outro lado, também sabemos que temos que chegar aos 100 mil votos [e] estamos conscientes que é difícil», afirmou.

No Parlamento Europeu, o deputado do PAN irá defender «as grandes causas do programa político» do partido, nomeadamente, e no âmbito do capítulo animalista, a «criação de um Tribunal Internacional pelos direitos dos Animais e da Natureza, juntamente com uma carta desses mesmos direitos» e ainda a «construção de um estatuto jurídico do animal».

O PAN pretende também debater-se pela redução de «subsídios à agricultura e à pecuária intensiva» e substituição dessas «práticas agressivas para os animais e para o ambiente».

Já no âmbito económico uma das «grandes bandeiras» do PAN é a «reforma do sistema bancário» que permita «que os estados se autofinanciem sem recorrerem ao endividamento, que os bancos abram falência sem que tenhamos que despender recursos públicos e que surjam pequenos e novos bancos locais».

Tal reforma, explicou Orlando Figueiredo, permitirá a criação de um Rendimento Básico Incondicional atribuído a todos os cidadãos europeus «independentemente do seu Estado», sendo esta outra das «bandeiras» do partido e que surge «em complementação da ideia de acabar com a economia da dívida».

O cabeça-de-lista adiantou existirem já alguns trabalhos feitos sobre o tema e que estimam que, em Portugal, com um Rendimento Básico Incondicional de cerca de 420 euros «apenas 10% da população perderia dinheiro, e isso seriam apenas os mais ricos».

«Parece-nos viável a nível europeu e é também uma forma de criar mais união na Europa, criando uma certa identidade que parece que nos falta», assinalou.