O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, considerou este domingo um bom sinal o aumento de alunos colocados no ensino superior na primeira fase e sublinhou as medidas em vigor para aumentar ainda mais esse número.

«Estamos muito contentes por ter nesta primeira fase mais estudantes a entrar no ensino superior tanto nas universidades como nos politécnicos», afirmou Nuno Crato, para quem estes resultados são «um bom sinal».

Para o ministro da Educação e Ciência, o país «está a assistir a um conjunto de sinais que podem indicar uma inversão de tendência» que, estima, irá continuar na segunda fase com as medidas que o Governo tem em vigor.

Entre elas, frisou, «o programa Retomar, para aqueles que abandonaram os estudos e que neste momento pretendem voltar e estão desempregados, o programa Mais Superior, para aqueles alunos que pretendam deslocar-se para instituições de ensino superior no interior do país».

Ou ainda, acrescentou, medidas como o estatuto do estudante estrangeiro e os cursos de Técnico Superior profissional, «que este ano vão entrar em vigor».

O ministro admitiu que «há ainda ajustamentos a fazer em áreas prioritárias», como as engenharias, mas salientou as conclusões do Fórum Económico Mundial que «salientou as reformas» efetuadas e «a melhoria geral» no ensino básico e secundários, a par com o aumento dos alunos e a «maior projeção internacional» do ensino superior.

O ministro reagia aos dados divulgados pela Direção-Geral do Ensino Superior que dão conta de que 90% dos mais de 42 mil candidatos a um lugar no ensino superior público conseguiram colocação nas universidades e politécnicos na 1.ª fase do concurso.

Nuno Crato falava em Óbidos onde hoje inaugurou as nova instalações da Escola Básica e Secundária Josefa d`Óbidos após uma requalificação de seis milhões de euros, dos quais 4,8 milhões financiados pelo QREN (Quadro de Referência Estratégica Nacional) e 1,2 milhões pelo Ministério da Educação.