A porta-voz do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, reiterou esta sexta-feira, em Paredes, no distrito do Porto, que a melhor prenda de Natal que o Governo podia dar aos portugueses era demitir-se.

«A melhor prenda de Natal que os portugueses podiam ter era a demissão de um Governo que despreza os direitos dos trabalhadores e destrói o país», afirmou.


Discursando num jantar, em Rebordosa, no concelho de Paredes, Catarina Martins criticou «a pressa» do executivo de Pedro Passos Coelho no processo de privatização da TAP.

«Em nome de quê o Governo quer vender a TAP assim tão depressa, em nome de quê este ataque aos direitos dos trabalhadores?», perguntou.


A dirigente bloquista criticava a requisição civil decidida pelo Ministério da Economia depois de os trabalhadores da TAP terem anunciado uma greve para a quadra de Natal.

A porta-voz do BE lembrou que os funcionários da empresa "sabem que vai acontecer [à TAP] o mesmo que à PT".

«Os trabalhadores sabem que a TAP privatizada vai pelo mesmo caminho da PT. Os trabalhadores sabem do exemplo da PT e de outras companhias aéreas e, por isso, decidiram fazer uma greve para defender o país», acentuou.


Criticando o programa de privatizações do atual Governo, Catarina Martins considerou que «o país está a ser vendido a saldo».

«O Governo está a vender o país todo. Venderam tudo que estava à vista. Qual é o país do mundo que não tem nenhum controlo sobre energia, aeroportos, correios e agora a TAP?», questionou.


Ao mesmo tempo, considerou que o atual executivo «não mexeu em nenhum dos sítios da fraude e assalto ao país».

«Nenhuma das regras dos grandes grupos económicos foram alteradas. Não mexeram uma linha e só sacrificaram mais de quem trabalha», declarou.


Falando para vários operários de uma empresa de móveis local, que foram recentemente despedidos, Catarina Martins lamentou que muitos daqueles trabalhadores, apesar de contarem com mais de 40 anos de descontos, não tenham ainda direito à reforma.

«É uma prioridade neste país que todas as pessoas com 40 anos de descontos tenham a reforma por inteiro», defendeu.