Sócrates é «corrupto», diz Smith em DVD

Freeport: TVI revela em exclusivo o som do DVD em que Smith fala de PM

Por: Redacção /CLC  |  27-03-2009  20: 08

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«É corrupto». É desta forma que Charles Smith fala de José Sócrates no DVD que é fundamental para a investigação do processo Freeport em Inglaterra. A TVI revelou, no Jornal Nacional desta sexta-feira, o som de uma conversa de 20 minutos em que é mencionado o nome do primeiro-ministro.

Veja aqui o vídeo
Reacção de José Sócrates

A reunião juntou três pessoas: Charles Smith, já arguido em Portugal, João Cabral, ex-funcionário da Smith e Pedro, e Alan Perkins, administrador do Freeport, que sem conhecimento dos outros intervenientes no encontro, fez a gravação.

Contactado pela TVI, João Cabral recusou fazer qualquer comentário sobre o conteúdo do DVD.

A conversa que incrimina Sócrates

Alan Perkins: O que desencadeou a acção da polícia? A queixa era sobre corrupção...
Charles Smith: O primeiro-ministro, o ministro do Ambiente é corrupto.
Alan Perkins: Quando tudo estava a ser construído qual era a posição dele?
Charles Smith: Este tipo, Sócrates, no final de Fevereiro, Março de 2002, estava no Governo. Era ministro do Ambiente. Ele é o tipo que aprovou este projecto. Ele aprovou na última semana do mandato, dos quatro anos. Em primeiro lugar, foi suspeito que ele o tenha aprovado no último dia do cargo... E não foi por dinheiro na altura, entende?Isto foi mesmo ser estúpido...
Alan Perkins:Quando foram feitos os pagamentos? Como estava em posição de receber pagamentos se aprovou o projecto no último dia do cargo?
Charles Smith: Foram feitos depois. Ele pediu dinheiro a dada altura, mas não...

Charles Smith: João, foi aprovado e os pagamentos foram posteriormente?
João Cabral: Certamente... Houve um acordo em Janeiro. Eles tinham um acordo com o homem do Sócrates, penso que é em Janeiro.

Charles Smith: Sean (Collidge) reuniu-se com o tipo. Sean reuniu-se com funcionários dele, percebe? Sean e Gary (Russel) reuniram-se com eles.
Alan Perkins: Houve um acordo para pagar?
Charles Smith: Para pagar uma contribuição para o partido deles.

Charles Smith: Nós fomos o correio. Apenas recebemos o dinheiro deles. Demos o dinheiro a um primo... a um homem...
Alan Perkins: Mas como o Freeport vos fez chegar esse dinheiro?
Charles Smith: Passou pelas nossas contas
Alan Perkins: Facturaram ao Freeport, ok?
Charles Smith: Ao abrigo deste contrato. Era originalmente para ser 500 mil aqui, desacelerámos, parámos a este nível, certo? Isso foi discutido na reunião, lembra-se? Ele disse: «Nós não queremos pagar». Se ler esse contrato, diz aí que recebemos três tranches de 50, 50, 50... Gary disse: «Enviamos o dinheiro para a conta da vossa empresa».

Lei aqui a continuação da conversa

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  • 26 comentários

26Não prova mas indicia, e de que maneira...

Nuno Calisto - 29 Mar 2009 | 12: 32

Juntamente com os outros factos vindos a lume, o DVD é matéria altamente indiciadora, pelo menos para o constituir como arguido. Noutros países do Mundo Ocidental tem valor provatório.
De que é que mais a Procuradoria precisa para agir?

25Bom trabalho

mario gomes - 28 Mar 2009 | 20: 13

Bom trabalho da TVI.Agora,o inglês vem negar.Pois claro,o que esperavam se ele também é suspeito de corrupção activa! E sabe o que é a justiça portuguesa e o controlo do PS na vida nacional.Espero é que os ingleses não vão na conversa e não larguem o caso

24Cada vez mais os corruptos tem o seu caminho mais apertado.

jose matias - 28 Mar 2009 | 20: 02

A informatizaçao dos serviços e o cruzamento de dados, estão a criar sérios problemas aqueles que vivem da corrupçao e vão todos eles que encontrar outras formas de dissuadir a vossas intentonas porque o cruzamento de dados é o espião do novo seculo. E os corruptos que se cuidem.

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