O secretário-geral do PS, António Costa, disse, nesta sexta-feira, em Murça, que vê nas “tricas” e “ataques pessoais” da oposição o “desespero e a raiva” porque perceberam que é possível fazer uma política diferente em Portugal.

Quando eu vejo agora a oposição muito irritada, muito enervada, todos os dias chama novos nomes, todos os dias inventa novas tricas, todos os dias faz mais ataques pessoais, o que eu vejo verdadeiramente ali é o desespero e a raiva porque perceberam que, tudo aquilo que disseram que não era possível, veem agora a ser concretizado”, afirmou.

Depois de um dia a visitar o distrito de Vila Real, Costa despiu “o casaco” de primeiro-ministro e foi jantar com autarcas e militantes dos Vila Real e Bragança, onde aproveitou para fazer uma referência às acusações da oposição ao ministro Mário Centeno por causa da polémica à volta das declarações de rendimentos na Caixa Geral de Depósitos (CGD).

As portuguesas e os portugueses estão a acreditar que de facto é possível termos salários dignos e défice baixo, termos menos impostos e vivermos melhor. Sim é possível, foi possível e era possível fazer uma política diferente e é isso que estamos a provar que é possível acontecer.”

A meio do discurso, António Costa fez questão de assinalar o golo marcado pelo Benfica, depois de ouvir um burburinho entre os militantes presentes na sala e disse que “não há nada como começar bem o fim de semana”. Continuou depois para falar sobre a reforma do Estado, que tem de passar pelo combate à burocracia e pela aposta na valorização da função pública.

A propósito, lembrou que o Governo quer terminar, no próximo ano, com o congelamento das carreias e reafirmou a vontade de “acabar com a chaga da precariedade” e “dar contrato a quem tem direito”.

Por estes dias, o primeiro-ministro e secretário-geral do PS tem insistido no tema da descentralização, a qual quer ver concretizada este ano.

Para o governante, a “melhor forma de homenagear o poder autárquico não é só dar parabéns a quem foi autarca ou a quem ainda é autarca, é sobretudo dar melhores condições para os autarcas que vão ser eleitos em outubro deste ano”.

E esta é uma reforma que António Costa quer ver concretizada com “o apoio político alargado de todas as forças políticas representadas na Assembleia da República”.

É uma reforma na qual temos todos que nos mobilizar, não é fácil. Está na hora de darmos um novo passo e de confiarmos que vamos ter sucesso neste novo passo.”

Por fim, o secretário-geral socialista apelou também à mobilização dos militantes de todo o país para as eleições autarquias deste ano.