O secretário-geral do PS defendeu hoje que o primeiro-ministro deverá autorizar que seja levantado o seu sigilo bancário no período entre 1995 e 1999, mas Passos Coelho afastou que alguém «vasculhe» as suas contas.

António José Seguro deixou este repto no debate quinzenal, na Assembleia da República, alegando que essa é a única forma de esclarecer «todas as dúvidas e haver transparência».

Mas Pedro Passos Coelho deu outra interpretação à solicitação que lhe fizera o líder socialista, dizendo que este pretende «vasculhar» as suas contas bancárias.

«Cada vez que o senhor fala, adensa as dúvidas», contrapôs o secretário-geral do PS, que foi por várias vezes interrompido por protestos sobretudo provenientes da bancada do PSD.