O ex-ministro das Finanças, Vítor Gaspar, e a sua sucessora, Maria Luís Albuquerque, são esta terça-feira ouvidos na comissão parlamentar de inquérito que investiga a contratação de swaps pelas empresas públicas.

Naquela que será a sua primeira ida ao Parlamento desde que deixou o Governo, Vítor Gaspar, vai dar esclarecimentos sobre que informação foi passada pelo anterior Governo sobre estes contratos.

O ex-governante, cujo pedido de demissão (o terceiro) foi aceite a 01 de julho pelo primeiro-ministro, vai ao Parlamento por exigência do PSD, que a 10 de julho apresentou um requerimento para ouvir Vítor Gaspar «com a maior prontidão possível».

As dúvidas surgem após Fernando Teixeira dos Santos, ex-ministro das Finanças do Governo PS, ter rebatido as afirmações do Ministério das Finanças, em particular da agora ministra Maria Luís Albuquerque, de que nada teria sido referido na transição sobre este problema, distribuindo documentos aos deputados que contrariam as declarações da governante.

Teixeira dos Santos afirmou que na pasta de transição para Gaspar constava «uma ficha» com os despachos do ex-secretário Costa Pina pedindo relatórios sobre as responsabilidades financeiras das empresas públicas, nomeadamente os swap.

«A ficha está aqui», disse Teixeira dos Santos na comissão, distribuindo o documento pelos deputados que integram a comissão parlamentar de Inquérito à Celebração de Contratos de Gestão de Risco Financeiro ('swap') por Empresas do Setor Público.

Quanto a Maria Luís Albuquerque, já tinha sido ouvida, a 25 de junho, na comissão parlamentar de inquérito, e é acusada pela oposição de mentir sobre a informação que tinha a respeito dos contratos 'swap' por altura da sua entrada no Governo como secretária de Estado.

O requerimento para audição de Maria Luís Albuquerque, com caráter de urgência, foi apresentado pelos partidos da oposição - PS, PCP e BE - e aprovado por todos os partidos hoje na comissão de parlamentar de inquérito.

A audição da ministra realiza-se após o debate no Parlamento da moção de confiança apresentada pelo Governo, refere a Lusa.