Por: Redacção / FC | 27- 3- 2011 20: 50
É a primeira grande sondagem depois da demissão do governo. Na projecção da Intercampus para a TVI, o PSD fica à
frente das intenções de voto dos portugueses mas não consegue a maioria absoluta.
Se as eleições legislativas fossem
hoje Pedro Passos Coelho seria primeiro-ministro, mas sem maioria absoluta. As entrevistas feitas entre quinta-feira e sábado
revelam que, em caso de eleições, o PSD ganharia com 42,2%, logo seguido do PS de José Sócrates com 32,8%. O CDS seria a terceira
força política mais votada, com 8,7% dos votos; o Bloco de Esquerda chega aos 7,9% e a CDU aos 7,1% das intenções de voto.
Feitas
as contas, conclui-se que PSD e CDS juntos conseguiriam uma maioria para governar e a esquerda perderia força. A projecção
Intercampus para a TVI foi feita com base numa sondagem em que 22,9% dos inquiridos não deram opinião.
Comparando
com a última projecção Intercampus para a TVI, realizada com o mesmo método em Dezembro de 2010, o PSD cresce ligeiramente
(41,6 para 42,2%), o PS sobe dos 30,1% para os 32,8%, o CDS-PP também sobe (7,7 para 8,7), a CDU desce (8,8 para 7,1%) e o
Bloco também (10,7 para 7,9%).
De resto, 61% das pessoas advoga que o próximo Governo deve ser formado por uma coligação
de partidos, contra 25,6%, que defende um Governo de um partido. A coligação preferida é PSD/CDS-PP, com 24,2%; seguindo-se
de PSD/PS (22,8%) e uma outra com PSD/CDS/PS (17,7%). A menos desejada é a que PS/CDS (4,5%).
FICHA TÉCNICA
Esta
Projecção foi baseada numa Sondagem da INTERCAMPUS, efectuada entre 24 a 26 de Março, com o objectivo de conhecer a intenção
de voto dos portugueses, entre outros temas.
Universo constituído pela população com mais de 18 anos, residente em
Portugal Continental. Recolha através de entrevista telefónica num total de 805 entrevistas. 51.7% dos entrevistados do sexo
Feminino, 48.3% do sexo Masculino, com a distribuição etária e por regiões presente no quadro: 31,8% dos entrevistados com
idades entre os 18 e os 34 anos, 33,7% entre os 35 e os 54 anos e 34,5% dos indivíduos com mais de 55 anos. Por regiões 17,5%
dos entrevistados residem no Norte Litoral, 13,2% no Grande Porto, 19,8% no Interior, 18,1% no Centro Litoral, 21,4% na Grande
Lisboa e 10,1% no Sul. O erro de amostragem, para um intervalo de confiança de 95%, é de mais ou menos 3,45%. A taxa de resposta
obtida foi de 47,0%. Nos resultados de temas sobre política, e quando aplicável, é feita uma distribuição proporcional de
registo de não respondentes, sem opinião e abstenção, passando a usar-se a expressão «Projecção».
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