José Sócrates recebeu este sábado a visita de três deputados do Partido Socialista.
 
Isabel Santos, Renato Sampaio e André Figueiredo chegaram à prisão de Évora pelas 15:00, já depois de António Costa ter discursado no Congresso do PS, em Lisboa, e saíram por volta das 16:40.

André Figueiredo levou «um grande abraço a um grande amigo», afirmando que «a melhor mensagem que posso levar é tê-lo encontrado muito bem, bastante sereno».

Também Renato Sampaio «ficou muito satisfeito por vê-lo».

Sem revelarem do que falaram, Isabel Santos garantiu que «não falaram sobre o congresso» ou sobre «o processo», disse à saída do estabelecimento prisional de Évora.

André Figueiredo reforçou esta ideia: «Não faço ideia» se José Sócrates está a seguir os trabalhos do congresso.

Já os três deputados regressaram a Lisboa e ao Congresso do PS, depois deste «intervalo». 
 
Três visitas de políticos que se juntam a outras como Mário Soares ou Capoulas Santos que, durante esta semana têm passado pela cadeia de Évora para mostrar a sua solidariedade ao antigo primeiro-ministro.
 
Mas os populares também tentam ver o ex-primeiro-ministro. Apesar da manhã ter sido calmo, a romaria continua junto à prisão de Évora. Uma senhora tentou entregar um cartaz a José Sócrates, mas foi barrada pelo guarda da cadeia.
 
A visita de Vítor Figueiredo, que disse ser amigo de longa data de José Sócrates, também não foi autorizada. O senhor acabou por ler a mensagem que levava para Sócrates aos jornalistas.
 
Já este sábado, numa entrevista ao telefone ao jornal «Expresso», José Sócrates disse «sentir-se mais livre do que nunca», apesar de estar detido há uma semana e há cinco dias na cadeia de Évora.
 
A reunião magna do PS que se realiza este fim de semana não consegue fugir ao «caso Sócrates», apesar do antigo chefe de Estado ter pedido, numa carta ditada ao seu advogado e enviada a alguns órgãos de comunicação, que se deixasse o PS à margem e sem conotações com a sua detenção.
 
Algumas das reações de figuras do PS à influência da detenção de Sócrates no congresso:  Correia de Campos, Gabriela Canavilhas, Eduardo Lourenço, Vera Jardim, António Vitorino, Ferro Rodrigues ou Paulo Campos