Por: Redacção / SM | 5- 6- 2010 16: 24
O primeiro ministro, José Sócrates, assegurou este sábado que a notícia da eventual saída do ministro dos Negócios Estrangeiros
do Governo, avançada tinha avançado o jornal I, «não tem o mínimo de sentido".
«Isso não tem o mínimo de sentido
e considero essa notícia apenas especulativa», afirmou José Sócrates aos jornalistas em Trancoso, à margem da cerimónia onde
recebeu a medalha de honra do município, presidido pelo social-democrata Júlio Sarmento.
José Sócrates apontou:
o ministro Luís Amado «é o segundo ministro do Governo, é ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, é um particular
amigo meu e é dirigente do PS».
«Se alguém cometeu essa intriga nos jornais, enganou-se», assegurou.
Recordou
que Luís Amado «expressou um ponto de vista» com o qual discorda, relativamente à inscrição na Constituição de um limite para
o endividamento público.
Salientou que já falou com Luís Amado sobre o assunto e que com esta divergência de opinião
«não vem nenhum mal ao mundo».
«A ideia era se fazia ou não sentido estar na nossa Constituição uma referência
ao limite orçamental», esclareceu.
José Sócrates explicou a sua opinião: «O mais importante é termos os bons
princípios na Constituição e, por isso, respondi na Assembleia da República que não sou favorável a essa medida, que, aliás,
ainda não existe em nenhuma Constituição europeia».
«Eu sei que o ministro [dos Negócios Estrangeiros] fez essa
declaração, sugerindo isso, como uma hipótese, mas acho que neste momento o importante é nós cumprirmos o Pacto de Estabilidade
e Crescimento», defendeu ainda o primeiro-ministro.
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