O secretário-geral do PCP considerou que a proposta para a manutenção da sobretaxa de IRS nos 3,5% para rendimentos acima dos 80 mil euros até 2016 "é mais avançada" do que a do anterior Executivo.

“Essa proposta de uma taxação que terminará em 2016 é muito mais avançada do que, por exemplo, mesmo para esses rendimentos, do que a que o governo anterior propunha, que era a sobretaxa até ao ano de 2019. Há uma evolução em projeto, em proposta, em discussão”, disse, após questionado se concorda com a manutenção da sobretaxa de IRS para rendimentos acima de 80 mil euros.

Jerónimo de Sousa respondia aos jornalistas à margem de uma visita ao Hospital de Santa Maria, Lisboa, após questionado sobre as propostas para a eliminação da sobretaxa de IRS, em discussão na comissão parlamentar do Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa.

O secretário-geral do PCP considerou que a discussão “aponta para uma melhoria significativa em termos de matéria fiscal, coisa que não estava prevista no governo anterior”.

Ressalvando que será necessário esperar pelo resultado da discussão das propostas e pela sua votação na Assembleia da República, Jerónimo de Sousa disse ter “o sentimento” de que “há um progresso no sentido positivo para aliviar a carga fiscal aos trabalhadores”.

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade, anunciou hoje na comissão de Orçamento e Finanças que a proposta do Governo prevê a eliminação da sobretaxa de IRS para os contribuintes com rendimento coletável até 7.000 euros e vai manter-se para os outros quatro escalões mas de forma progressiva, permanecendo nos 3,5% para os rendimentos superiores a 80.000 euros.