O PCP pediu a audição urgente do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, sobre a situação de 114 médicos que “foram despedidos” por falta de publicação de um diploma pelo Governo.

Segundo a deputada Carla Cruz, em declarações à agência Lusa, em “2015 ficaram sem acesso à formação especializada um grupo de médicos, 114 nesse ano, que terminaram o ano comum e teriam que entrar na especialidade”.

Por proposta do PCP, segundo afirmou, foi possível que “esses profissionais se mantivessem vinculados ao serviço em que fizeram o internato”. Ficou então uma norma nesse sentido no Orçamento do Estado de 2017.

No início do ano, foi comunicado ao PCP que, apesar dessa norma no Orçamento, “esses profissionais seriam dispensados se não houvesse medidas ou diplomas adicionais”, acrescentou.

A 21 de junho, numa audição no Parlamento, o ministro Adalberto Campos Fernandes disse que estava “por dias” a publicação do diploma que daria cumprimento à norma do Orçamento. E iria assim permitir a esses profissionais manterem-se no serviço.

Esta quarta-feira, segundo a deputada, o PCP recebeu a informação da Associação de Médicos pela Formação Especializada, segundo a qual, pela falta de publicação desses diplomas, os 114 médicos “foram despedidos”.

Os médicos afetados estão colocados na Unidade Local da Saúde do Alto Minho e no Centro Hospitalar do Algarve.

Foi-lhes comunicado que estariam dispensados, despedidos”, acrescentou a deputada Carla Cruz.

Assim, a bancada comunista propôs a audição do ministro na comissão parlamentar da Saúde, que tomará uma decisão na próxima semana.