A Assembleia da República aprovou esta sexta-feira, na generalidade, projetos de resolução de PCP e BE a defender a construção do novo Hospital Central do Algarve.

Com as novas regras de funcionamento no parlamento, os projetos de resolução, que não têm força de lei e são muitas vezes recomendações ao Governo, são também discutidos em comissão, com vista à redação de um texto único.

Sobre o mesmo tema, foi rejeitado uma recomendação do PS que sugeria ao Governo que apresente “um calendário para a construção de um novo Hospital Central do Algarve”, que mereceu abstenção do CDS e votos favoráveis de socialistas e do PAN, contando com votos contrários das restantes bancadas.

A resolução do PCP, que recomenda ao Governo a “célere construção” do Hospital Central do Algarve, foi aprovada com abstenções de PAN, PS e CDS, enquanto a do BE, que recomenda ao executivo “ações para a construção” deste equipamento, contou apenas com abstenção de PS e PSD.

Também aprovadas foi uma resolução do PCP que pede “a melhoria dos cuidados de saúde hospitalares públicos no Algarve”, bem como recomendações do PCP e do BE que pedem a construção de um novo hospital em Lagos.

Estes três textos contaram apenas com a abstenção do PS, embora quatro deputados socialistas – Jamila Madeira, Ana Passos, Luís Graça e Fernando Anastácio – tenham votado a favor.

Todos os anos, em especial no verão, tem sido notícia a sobrelotação dos vários hospitais algarvios, a começar pelo de Faro.

Em 5 de março, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) do Algarve defendeu a "urgente construção" do novo hospital central, previsto há mais de dez anos, para solucionar os problemas de "sobrelotação crónica" do serviço de Urgência e do Hospital de Faro.

Em 2006, o Governo do PS de José Sócrates chegou a lançar a primeira pedra do Hospital Central do Algarve, previsto para o Parque das Cidades, entre Loulé e Faro.

Nesse ano, a construção da infraestrutura, entretanto adiada, figurava em segundo lugar na lista nacional de prioridades de novos hospitais.

Ainda na área da saúde, foram aprovadas recomendações – mais uma vez, sem força legislativa - de PCP e BE que recomendam ao Governo que reforce os meios humanos e técnicos nas maternidades Daniel de Matos Bissaya Barreto, em Coimbra.

Foi ainda aprovada, com a abstenção do PS e votos favoráveis das restantes bancadas, uma outra recomendação do PCP que pede ao Governo “a agilização dos processos de recrutamento de profissionais de saúde para o Serviço Nacional de Saúde.

No texto, os comunistas recomendam, por exemplo que seja criado “um programa extraordinário de contratação de profissionais de saúde com vista a responder às necessidades que resultam das alterações ao horário de trabalho e ao período de férias estival”.