O primeiro-ministro afirmou que «é preciso não confundir a árvore com a floresta» nas demissões na área da saúde e que há muitos dirigentes que, apesar de toda a pressão mediática, continuam «a fazer tudo o que podem».
 

«Não há cada vez mais pessoas a devolver responsabilidades e a dizer que não querem assumir a responsabilidade pelos resultados, embora continue a haver casos desses».


Passos Coelho foi questionado sobre a recente demissão de 14 médicos do Hospital do Litoral Alentejano (HLA) e reconheceu que «as responsabilidades que hoje se exigem a todos os dirigentes da administração pública, mas também na área da saúde, são muito elevadas» e que há pessoas que querem «sacudir um bocadinho essa pressão».

No entanto, sublinhou que «há muitos dirigentes que apesar de toda a pressão, nomeadamente mediática, à volta destas questões, continuam no seu posto a fazer tudo o que podem, sabendo que o país não tem condições ilimitadas para satisfazer as necessidades».

Passos sublinhou várias vezes que o Governo tem procurado «melhorar o quadro de intervenção e responsabilidade de quem está confrontado com problemas tão graves, como é o de satisfazer a procura muito elevada como a que aconteceu nos hospitais», mas defendeu que é preciso «realismo», porque não pode «oferecer-se a toda a gente todas as condições».

«Espero que do ponto de vista mediático reportar o que se passa não faça confundir a árvore com a floresta e que de repente não se crie a ideia de que a situação generalizada é de uma situação demissionária no país, que ninguém quer aceitar responsabilidades, que ninguém responde para resolver os problemas, quando o que se passa é contrário».


Pedro Passos Coelho reiterou que atualmente a rede hospitalar está «mais capitalizada», o que permite às administrações maior facilidade e autonomia nas negociações com «os seus fornecedores».