Foi sob chuva que arrancou a campanha de Sampaio da Nóvoa. Em Seia, o candidato almoçou com apoiantes e mostrou-se confiante que nada ainda está ganho nesta corrida, sem perder a oportunidade de "alfinetar" o opositor Marcelo Rebelo de Sousa.

Fazendo um balanço dos debates televisivos que terminaram este sábado, Sampaio da Nóvoa lembrou que, no próximo dia 24 de janeiro, os eleitores dificilmente saberão "qual dos Marcelos" vão encontrar em 2017 ou 2018.

"No caso cada vez mais improvável de Marcelo Rebelo de Sousa ganhar as eleições, ninguém sabe qual dos Marcelos encontrará em 2017 ou 2018. O que, em campanha, anda num namoro pegado com o Estado Social, ou o que defendeu, em 2010, o projeto de revisão constitucional de Passos Coelho que acabava com a gratuitidade na Saúde e punha-nos a todos a financiar escolas pública e privada por igual?  Votar em Marcelo é o mesmo que escolher uma rifa. Nunca se sabe o que nos irá calhar em sorte."

Com a campanha a iniciar no interior do país, Sampaio da Nóvoa confessou que a sua escolha não foi inocente e que serviu para não esquecer "o despovoamento do interior" que representa "um dos bloqueios mais persistentes e preocupantes que o país atravessa".

"Não nos podemos resignar à ideia de um país a duas velocidades".


O "Homem do Leme"


Depois do arranque em Seia, Sampaio da Nóvoa rumou à cidade mais alta de Portugal para a inauguração da sede de campanha da Guarda.

Perante cerca de cem apoiantes, o candidato presidencial ouviu o mandatário distrital citar a letra da música "Homem do Leme", dos Xutos e Pontapés, mas preferiu afirmar que quer ser um "guia da montanha", que "faz o caminho com os outros", uma vez que não quer ser um presidente "sozinho, cerimonial".


"Quero ser um presidente da palavra e das causas. (...) Quem anda sozinho o tempo e parece que se gosta de se ouvir só a si mesmo, não terá a capacidade para ouvir os outros nem para exercer a palavra no momento certo como presidente da República".



Antes de terminar o discurso na Sampaio da Nóvoa voltou a alfinetar Marcelo Rebelo de Sousa e fez questão de lembrar que as eleições de dia 24 de junho não são "um concurso de popularidade fora da democracia".

No primeiro dia na estrada, o candidato contou com o apoio do mandatário nacional, o antigo ministro socialista Correia de Campos, que acompanhou a caravana até Mangualde para a inauguração da sede de campanha da cidade.