tarde passada entre estudantes


Augusto Santos Silva (Foto: Lusa/Estela Silva)


"O que está em causa é saber em quem confio mais para o exercício neste momento, nestas circunstâncias, neste tempo, do cargo de Presidente da República. E aí não tenho nenhuma hesitação: eu confio em António Sampaio da Nóvoa".

Um presidente cidadão


"Que mal tem uma pessoa trabalhar, ter profissão, intervenção cívica, e entender que é sua obrigação de cidadania candidatar-se a Presidente da República? Que mal tem isso?"


"Eu sei o que ele pensa à segunda-feira, à terça-feira, à quarta-feira, à quinta-feira, à sexta-feira, ao sábado e ao domingo".


Pegando no elogio do amigo socialista, Sampaio da Nóvoa subiu a palco para reforçar a ideia já avançada nesta noite de sexta-feira e apresentou um novo lema da campanha: um presidente cidadão.

Para o candidato presidencial, o facto de qualquer pessoa poder vir a tornar-se político "não é diminuir a política", mas sim "contribuir, modestamente, para a sua renovação e engrandecimento".


"Como professor que fui toda a vida, acho humildemente que posso trazer algo à política".

 

"10 anos é muito tempo. 20 anos é tempo demais"


Que Sampaio da Nóvoa tem os "selos de qualidade" de Ramalho Eanes, Jorge Sampaio e Mário Soares já se sabe, tal como a aprovação de Jorge Lacão e Capoulas dos Santos. Ao sexto dia de campanha, o candidato viu a aprovação de Santos Silva ser reafirmada e usou esse voto de confiança para disparar baterias em direção do atual presidente da República.

Pegando nos últimos 10 anos de mandato de Cavaco Silva, Sampaio da Nóvoa decidiu comparar esta década aos mandatos dos três presidentes que o acompanham e acabou a apelidar o ainda presidente da República de "agente perturbador da vontade dos cidadãos".

"Comparem o prestígio que tinha a presidência com o que tem agora. Há verdadeiramente um antes e um depois".


Para Nóvoa, um mandato como o de Cavaco Silva não pode ter lugar nestas eleições uma vez que entregar "durante 20 anos a Presidência a uma linha política que a conduziu aos seus piores momentos", sendo um deles a falta de contacto com a população, ilustrado com o exemplo da tragédia da Figueira da Foz.

"Acusam-me de ser vago quando prometo ser um Presidente próximo das pessoas. Não há nada como explicar aqui, numa zona que sabe pela dor pesada da experiência o que é a vida dura dos pescadores, o que quero dizer com proximidade. Ouvi a voz de revolta dos pescadores e a sua mágoa sentida por, no meio de tanta dor e sofrimento, não terem recebido um telegrama, uma mensagem ou uma demonstração de simpatia por parte do atual Presidente. Nem um telefonema".


"Uma Presidência de proximidade nunca se esquece das pessoas" e por isso mesmo, para o candidato, dez anos deste tipo de mandato já chegam.

"Dez anos é muito tempo. Vinte anos é tempo a mais".



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