António Sampaio da Nóvoa defendeu esta sexta-feira ser “muito importante” para a qualidade da democracia que o próximo Governo seja “coerente” com aquilo que apresentou no programa eleitoral.

“Para a qualidade da nossa democracia é muito importante que os partidos que venham a assumir tarefas governamentais sejam coerentes com aquilo que apresentaram em programas eleitorais, porque é nisso que as pessoas votaram e é disso que se faz a democracia”, afirmou à Lusa o candidato após uma reunião com a CGTP-IN em Lisboa.


O candidato à Presidência da República disse também que o “respeito pelas opções que os portugueses consagraram em sede de votação”, é outras das “dimensões importantes deste debate das legislativas”.

Sampaio da Nóvoa defendeu ser da responsabilidade do próximo Presidente da República ter atenção ao facto de os partidos cumprirem ou não aquilo a que se propuseram, pois o contrário já se “assistiu muitas vezes em Portugal”.

“Eu espero que o debate seja um debate democrático, um debate esclarecedor e um debate informado, é preciso que tenhamos um debate com conhecimento e que esse conhecimento seja incorporado nas propostas dos diversos programas eleitorais e que as pessoas possam, por isso, decidir com conhecimento de causa, a partir de uma informação, e não a partir de meras coisas mais ou menos demagógicas ou de referências mais ou menos demagógicas”, sublinhou Sampaio da Nóvoa.

O candidato considerou também ser essencial “uma base sólida de informação, de conhecimento, de transparência naquilo que se propõe”.

Quanto à reunião com a central sindical, que durou cerca de uma hora e meia, António Sampaio da Nóvoa referiu ser fundamental “um país com maior coesão nacional, com maior coesão social, com maior coesão territorial, que assegure a todos uma vida com dignidade e um trabalho digno”.


O candidato demonstrou ainda uma “grande preocupação com as questões da emigração”, em particular dos jovens mais qualificados, “uma vez que está a impedir que o país tenha a massa qualificada de pessoas nas quais investiu a trabalharem na sua renovação, na sua modernização, no seu progresso”, sendo por isso “um drama pessoal mas também um drama nacional, na perspetiva de uma dificuldade de se poder encontrar saídas com futuro para Portugal”, como cita a Lusa.