Os responsáveis do Partido Livre mostraram-se abertos ao diálogo com outras forças políticas da esquerda para a construção de uma «vocação governativa», dando «finalmente prioridade àquilo que as une em vez de insistirem no que as separa».

«Para o Livre é claro - se é necessário que as esquerdas construam uma vocação governativa, é necessário então que se entendam, que deem finalmente prioridade àquilo que as une em vez de insistirem no que as separa», lê-se em nota divulgada sobre uma reunião da véspera do grupo de contacto do Livre.

Os membros do recém-fundado partido sublinham o seu «empenho e franqueza» no «relacionamento com os outros partidos políticos, organizações e movimentos sociais que partilham da mesma convicção essencial».

«Os recentes sinais de recomposição da esquerda reforçam o dever que o Livre assumiu para si no momento da sua fundação. E confirmam os motivos que levaram ao aparecimento do LIVRE como nova força política em Portugal e que determinam a sua disponibilidade para o diálogo», lê-se ainda.

O encontro, segundo o texto, serviu também para a realização de um balanço sobre as sessões públicas do partido efetuadas em Braga e em Setúbal, estando ainda previstas outras em Coimbra, Santarém, Leiria, Aveiro e Castelo Branco.

Segundo o Livre, há 1.640 pré-membros e apoiantes inscritos. O partido, cujo rosto mais visível é o ex-eurodeputado e historiador Rui Tavares vai organizar em 5 de outubro um congresso em Lisboa, já depois de uma jornadas de reflexão, na Covilhã, em 20 e 21 de setembro.