O líder do PSD defendeu hoje a necessidade de um debate sobre a criação de "autarquias regionais", de dimensões superiores às das atuais câmaras, e voltou a rejeitar comentar o caso do currículo académico do seu secretário-geral.

Entrevistado esta noite pela RTP-2, Rui Rio recusou-se a comentar o caso da correção do currículo académico de Feliciano Barreiras Duarte, que deu hoje origem à instauração de um inquérito por parte da Procuradoria-Geral da República.

O presidente dos sociais-democratas limitou-se a sugerir que os detentores de cargos públicos estão sempre expostos a acusações, utilizando o seu próprio exemplo quando esteve na presidência da Câmara do Porto.

Rio disse que “nunca tinha entrado num tribunal criminal” quando tomou posse na Câmara Municipal do Porto em 08 de janeiro de 2002 mas, a partir daí, e até deixar o cargo, em 2013, teve de lá ir muitas vezes, bem como os seus vereadores na autarquia, sem que alguma vez tivesse sido acusado ou condenado por algum crime.

“Saí da câmara: nunca mais entrei num tribunal criminal”, concluiu Rui Rio, quando questionado sobre o caso das incorreções no currículo académico do seu secretário-geral no PSD, noticiado pelo semanário Sol no sábado passado.