A lista ao Conselho Nacional do PSD de Rui Rio e Santana Lopes elegeu 34 em 70 membros para este órgão do partido, segundo disseram à agência Lusa fontes partidárias.

A lista H, de Carlos Reis e Sérgio Azevedo, conseguiu 13 eleitos e a E, de Bruno Vitorino, de Setúbal, conseguiu 10, segundo as mesmas fontes.

Além da lista de Rio e Santana, concorreram mais sete listas ao órgão mais importante entre congresso.

Na reunião magna de 2016, a lista do líder Pedro Passos Coelho ao Conselho Nacional do PSD, encabeçada por Marques Guedes, conseguiu 33 dos 70 lugares deste órgão, quase o dobro do alcançado dois anos antes.

No congresso de 2014, a lista de Passos ao Conselho Nacional, então liderada por Miguel Relvas, conseguiu 18 dos 70 lugares deste órgão, o pior resultado da sua liderança.

Nessa eleição concorreram nove listas a este órgão, considerado o parlamento do partido, menos uma do que hoje.

A lista oficial para o Conselho de Jurisdição Nacional, liderada por Paulo Mota Pinto, elegeu quatro elementos e perdeu a maioria absoluta neste órgão.

A lista C, encabeçada por Paulo Colaço, conseguiu três eleitos e a lista B, de José Miguel Bettencourt terá dois elementos neste órgão jurisdicional.

"Esperava um bom bocado pior”

Pedro Santana Lopes, candidato derrotado à liderança do PSD, mostrou-se, contudo, "bastante contente" com os resultados da lista conjunta com Rui Rio para o Conselho Nacional, confessando que "com a insatisfação que havia" esperava "um bom bocado pior".

No que respeita à votação para a lista do Conselho Nacional, confesso-lhe que, sendo o melhor resultado de listas para o Conselho Nacional desde que eu pude conferir, com listas conjuntas ou sem listas conjuntas, confesso que estou bastante contente. Com a insatisfação que havia, esperava um bom bocado pior", disse aos jornalistas junto ao palco do 37. º Congresso Nacional, momentos antes do encerramento da reunião magna do partido.

Com oito listas àquele órgão nacional, Pedro Santana Lopes admitiu que o resultado "foi bastante melhor do que eu esperava", recordando que "nunca nenhuma lista oficial teve a maioria".

Sobre a polémica em torno da escolha de Elina Fraga, antiga bastonária dos advogados, para a direção de Rui Rio, o ex-líder do PSD recusou-se a comentar.

Respeito as escolhas que o doutor Rui Rio fez. Para a comissão política não houve listas conjuntas. A responsabilidade é dele e ele assume-a de certeza absoluta", atirou.