Duas fotografias, duas esposas de governantes, duas posturas diferentes. As redes sociais estão a fazer uma espécie de «descubra as diferenças» entre as imagens de Michelle Obama à chegada à Arábia Saudita e a de Maria Fernanda Machete durante a visita ao Irão.


 
Na primeira fotografia, tirada na terça-feira, a mulher do presidente dos Estados Unidos tinha acabado de chegar à Arábia Saudita e de cumprimentar o novo rei Salman bin Abdulaziz. Nela, pode ver-se que Michelle Obama optou por não utilizar o tradicional véu que tapa as mulheres, de acordo com a tradição islâmica.
 
A primeira-dama norte-americana respeitou as regras sauditas, colocando-se ligeiramente atrás do marido e trocando de roupa - quando embarcou tinha um vestido preto considerado ofensivo na Arábia Saudita -, mas não cumpriu as normas consideradas facultativas para as delegações estrangeiras.
 
Rapidamente, os meios de comunicação social fizeram a leitura de que Michelle Obama estaria a defender os direitos das mulheres não consagrados naquele país do Médio Oriente. Nenhuma declaração oficial foi feita sobre o assunto.

Já na segunda fotografia, da agência de notícias iraniana ABNA, tirada no domingo, a esposa do ministro dos Negócios Estrangeiros português aparece completamente tapada, com a mesquita de Isfahan ao fundo. 

Os momentos são diferentes, como a leitura deles pode ser. Em 2010, numa visita a uma mesquita na Indonésia, também Michelle Obama tapou o cabelo.


 
No entanto, as redes sociais estão a comparar as duas imagens, com alguma dose de humor à mistura.
 
O ministro dos Negócios Estrangeiros português visitou o Irão esta semana, tendo efetuado reuniões com o presidente iraniano, Hassan Rowhani, e com o seu homólogo iraniano, Javan Zarif.
 
Durante a visita oficial de dois dias, Rui Machete esteve acompanhado de representantes de 12 empresas portuguesas, com o objetivo de fomentar os negócios entre os dois países.
 
O governante português admitiu, por exemplo, que pode estar para breve o anúncio de uma ligação direta aérea entre Portugal e o Irão.