O cabeça de lista do Partido Nacional Renovador (PNR) pelo círculo dos Açores às eleições legislativas considerou hoje “insuficientes” as medidas anunciadas para mitigar o impacto da redução na base das Lajes “caso sejam aplicadas”.

“As medidas já anunciadas são insuficientes e custa-me a crer que elas venham a ser aplicadas”, afirmou Roque Almeida em declarações à agência Lusa, acrescentando que “Portugal deveria ter feito mais em defesa dos direitos dos cidadãos lusos”.


A administração norte-americana anunciou, no início de janeiro, que pretende reduzir gradualmente os trabalhadores portugueses de 900 para 400 pessoas e os civis e militares norte-americanos passarão de 650 para 165, permitindo uma poupança anual de 35 milhões de dólares (29,6 milhões de euros).

No dia em que cerca de 100 trabalhadores portugueses deixam a base das Lajes, Roque Almeida criticou a forma como está a decorrer esta saída, alegando que “depois de tantos anos a usufruir da base portuguesa, os americanos tinham de dar mais compensações”.


Em janeiro, o Governo dos Açores apresentou o Plano de Revitalização Económica da Terceira, com 170 medidas para atenuar os impactos negativos da redução do contingente militar na base das Lajes, entre as quais consta o financiamento, pelos Estados Unidos, de um "programa de apoio estrutural" à ilha de 167 milhões de euros anuais nos próximos 15 anos.

Para o candidato às eleições de 04 de outubro, a maioria dos políticos nacionais “não são pessoas de palavra” e o PNR faz falta na Assembleia da República porque é “o único partido em Portugal que sempre defendeu políticas nacionais e não tem problemas em assumi-lo”.


Roque Almeida, 46 anos, desempregado e casado com uma brasileira disse que “ainda há muito desconhecimento” sobre o PNR e que, “ao contrário do que as pessoas pensam, este não é um partido de neonazis, nem xenófobos”.

“Apenas somos contra as pessoas que vêm viver para Portugal de subsídios e cometer crimes. Quem vem por bem é bem-vindo”, disse o candidato, acrescentando que no caso concreto dos refugiados, é preciso cautela porque “o que está em causa é uma invasão à Europa, que trará problemas a curto prazo”.