"Vou, naturalmente, interromper a minha atividade política e continuarei a ação cívica, a minha atividade profissional. Também se cumpre esta semana aquela que era a minha última obrigação moral nesta legislatura - com o encerramento dos trabalhos da comissão de inquérito sobre a tragédia de Camarate -, uma missão para com o partido e a memória de Amaro da Costa. Concluído isto, sinto-me livre como um passarinho para procurar outros caminhos na minha vida", disse à agência Lusa, no parlamento.

Foi deputado em várias legislaturas e esteve no Governo 

"Creio que o sistema partidário está profundamente doente. Acho que o CDS devia ser um sinal de diferença para melhor. Infelizmente, é para pior. Tem um fraquíssimo funcionamento interno, não há participação, vivemos em plena ‘consumadócracia'. Quem andou em campanhas, ouviu várias vezes ‘vai trabalhar, palhaço!'. Eu ouvi. Não é coisa que me incomode. Mas já me incomoda sentir que sou um palhaço, isso já me incomoda", afirmou, lamentando não conseguir representar o seu eleitorado conforme acha melhor.

"Estou desapontado com o meu próprio campo político"

 

"Estou desapontado com o meu próprio campo político, que devia ter produzido respostas há mais tempo, quer em termos da coligação, mas também nas presidenciais. Os suspeitos do costume, que há muitos anos diziam estar a preparar-se, nenhum se apresentou. Há uma série de bailes, arremedos táticos, esperas, calculismos. É um sinal de esgotamento do sistema", criticou, como reporta a Lusa.

Belém não é o caminho

"Apareceu como de fora da caixa e agora a caixa quer apanhá-lo ou ele próprio quer entrar", ironizou ainda sobre o ex-reitor da Universidade de Lisboa.