Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia vão discutir, na terça-feira, em Bruxelas, os conflitos na Ucrânia e na Faixa de Gaza, devendo todavia agir apenas no primeiro caso, com um eventual reforço das sanções à Rússia.

Obama: «O que é que os separatistas pró-russos têm a esconder?»

Reino Unido quer intensificar as sanções à Rússia

Num Conselho ministerial no qual Portugal estará representado pelo secretário dos Assuntos Europeus, Bruno Maçães, dado o ministro Rui Machete se encontrar em Díli para a cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), os 28 vão discutir a queda do avião da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia, numa zona dominada por separatistas pró-russos, que provocou a morte das 298 pessoas que se encontravam a bordo, incluindo 193 holandeses.

Numa altura em que uma equipa de peritos holandeses em medicina legal já chegou à localidade de Torez, onde estão reunidos os corpos das vítimas, e observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) já visitaram o local do desastre, os chefes de diplomacia da UE discutirão a possibilidade de reforçar as sanções contra a Rússia, caso Moscovo não use a sua «influência» sobre os rebeldes, presumíveis responsáveis pela queda do avião malaio, para que estes cessem a violência.

Entre os Estados-membros que reclamam «mão mais pesada» relativamente a Moscovo encontram-se a França, Reino Unido e Alemanha, além da Holanda, o país da UE diretamente mais afetado, pelo que é previsível um acordo ao nível europeu no sentido de um reforço das sanções, sobretudo de natureza económica.

Os 28 irão também abordar o outro conflito que tem dominado as atenções na cena internacional, designadamente a ofensiva israelita em Gaza, que já causou mais de 500 mortos, mas neste caso a UE tem-se limitado a repetir os apelos a ambas as partes que ponham fim à violência, embora a esmagadora maioria das vítimas sejam do lado palestiniano, e civis.