A maioria parlamentar rejeitou esta quarta-feira um requerimento do PS para audição do secretário de Estado da Inovação, Pedro Gonçalves, sobre os trabalhadores colocados em requalificação provenientes de organismos tutelados pelo Ministério da Economia.

Já antes tinha sido chumbado um requerimento do grupo parlamentar socialista para audição do ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social na comissão da especialidade, para que fizesse o ponto da situação do processo de requalificação por si tutelado.

Os deputados do PS apresentaram sete requerimentos idênticos a diferentes comissões para que fossem marcadas audições dos governantes que tutelam várias áreas da administração central onde estão, ou estiveram, a decorrer processos para a colocação de funcionários públicos em inatividade ao abrigo do regime de requalificação.

Outros três já tinham sido chumbados pela maioria parlamentar PSD/CDS-PP nas comissões parlamentares do Ambiente, de Defesa e da Educação e Cultura, que tinham como objetivo questionar o ministro do Ambiente, o secretário de Estado da Defesa e o secretário de Estado do Desporto e Juventude sobre os processos de requalificação sob sua tutela.

"Gostávamos que os nossos requerimentos não fossem todos rejeitados pois queríamos que fosse feito o ponto da situação dos processos de requalificação, dado que não sabemos nada do que se passa", disse então à agência Lusa a deputada socialista Catarina Marcelino.

"Verifica-se que, até à presente data, foram enviados para a requalificação mais de 700 trabalhadores e há processos de requalificação em curso, não só do Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, mas também de outros ministérios, designadamente do Ministério da Educação e Ciência, da Economia, do Ambiente e Ordenamento do Território, da Agricultura e do Mar, da Defesa ou da Presidência do Conselho de Ministros”, lê-se no texto dos requerimentos apresentados.

O processo de requalificação na Segurança Social, que decorre desde setembro, previa inicialmente que fossem colocados em inatividade quase 700 trabalhadores, mas o número acabou por ficar nos 613.