O ex-presidente centrista Adriano Moreira, Jaime Gama, Marcelo Rebelo de Sousa, Jaime Nogueira Pinto e Miguel Esteves Cardoso participam na rentrée política do CDS-PP, reinventada num modelo «escola de quadros» para 150 jovens.

«O CDS, a partir de agora, fará as suas rentrées com esta escola de quadros», disse à Lusa o vice-presidente do partido Diogo Feio, acerca da iniciativa que entre 11 e 14 de setembro reunirá em Peniche «jovens quadros» entre os 16 e os 30 anos.

Os jovens, selecionados por uma «comissão organizadora», participarão em «ações informativas e formativas sobre temas que têm a ver com a vida do país, como a Segurança Social, a Agricultura, a Economia, em que o CDS tem os seus ministros, e terão oportunidade de debater questões como o sistema bancário ou relações internacionais», contou Diogo Feio.

Além de todos os ministros centristas, participarão o presidente da comissão da reforma do IRC, Lobo Xavier, e da reforma do IRS, Rui Morais, num painel intitulado «Em defesa da reforma do IRS e do IRC».

O antigo presidente do CDS-PP e professor universitário Adriano Moreira estará presente no primeiro jantar-debate, no dia 11 de setembro, sobre «a democracia cristã no Século XXI», fazendo a ligação aos 40 anos do partido, que este ano se assinalam.

O professor universitário Jaime Nogueira Pinto e o secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu, participam, com a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, num painel sobre «Portugal e o mar: história, economia, ciência e futuro», no dia 12 de setembro.

No mesmo dia, uma sessão intitulada «O que aconteceu aos bancos em Portugal e no mundo ocidental?» junta o presidente da Comissão Executiva do Banco Comercial Português, Nuno Amado, e o vice-presidente da Comissão Executiva da Caixa Geral de Depósitos, o centrista Nuno Fernandes Thomaz.

O socialista Jaime Gama, ex-presidente da Assembleia da República, discutirá com o antigo presidente do PSD Marcelo Rebelo de Sousa o papel do CDS «no sistema de alianças partidárias em Portugal», no jantar de sexta-feira, 12 de setembro, o mesmo dia em que também decorre um debate sobre as «razões» para «acreditar» na paz entre Israel e a Palestina, com os respetivos embaixadores.

O escritor e jornalista Miguel Esteves Cardoso responde à pergunta «os conservadores são contemporâneos?» numa sessão a 13 de setembro, dia que termina com um jantar sobre a Lei Fundamental, subordinado à questão «o problema está na Constituição ou na interpretação dela?», com o professor universitário Tiago Duarte.

No encerramento, no dia 14 de setembro, intervém, além do presidente do partido e vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, o presidente da Juventude Popular, Miguel Pires da Silva.

A participação dos ministros centristas decorrerá ao ritmo de uma por dia, começando com o ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares, que discute política social e demografia em dois painéis distintos no dia 11.

A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, explicará no dia seguinte «como a terra e o mar se tornaram políticas cool», participando o ministro da Economia, António Pires de Lima, em dois debates no dia 13, um com o secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, outro em que se desafiam os jovens a sair da «zona de conforto» e serem empreendedores, com o empresário Albano Homem de Melo, da cadeia de hambúrgueres portuguesa H3.