O PSD acusou esta quarta-feira o PS de ter «preconceitos em colaborar a bem do país» com o Governo da maioria com o CDS-PP e de um «comportamento bipolar» face aos dados económicos, disse o deputado Pedro do Ó Ramos.

Em resposta à declaração política do PSD, no Parlamento, os socialistas contrariaram que os «ténues» resultados observados se devem apenas às decisões do Tribunal Constitucional (TC), contra medidas do executivo liderado por Passos Coelho e Paulo Portas, permitindo mais rendimento disponível aos portugueses.

«O nosso sucesso será ainda maior se conseguirmos gerar consensos como fez a Irlanda no seu processo de ajustamento orçamental»

Pedro do Ó Ramos questionou mesmo os socialistas sobre o seu desejo de «Portugal voltar a ter independência financeira, perante uma retoma económica ténue mas sustentável».

«É que, por vezes, (o PS) parece ter um comportamento bipolar. No início do ano previa o afundamento da economia. Agora, perante os bons resultados económicos espera que o Governo não atrapalhe», criticou.

O deputado do PS, João Galamba, defendeu que «estas reformas são erradas hoje, há 12 anos e vão estar sempre».

«A única medida tomada este ano que fez aumentar procura interna foram as decisões do TC, no sentido de obrigar o Governo a devolver 1.200 milhões de euros aos pensionistas e aos funcionários públicos», disse, classificando a atuação governamental como «um falhanço total».

O deputado laranja respondeu que «o PS anda aborrecido com a vida e desiludido» porque «todas as indicações são positivas», congratulando-se com o aumento do consumo interno «porque as pessoas começam a ter confiança», em contraste com a «ilusão e a aparência» das quais «vivem» os responsáveis socialistas.

Os parlamentares comunista e bloquista Paulo Sá e Pedro Filipe Soares, respetivamente, sublinharam os números da emigração para justificar os «sinais positivos no emprego» e condenaram as «políticas de empobrecimento» e «de austeridade» que «destruíram mais de 500 mil postos de trabalho em três anos».

«As políticas são muito duras porque temos de ajustar em três anos décadas de políticas erradas, reconhecemos isso, mas Portugal tem conseguido. Mais uma vez, o Governo, o PSD e o CDS vão estar no lado certo da história», contrariou Pedro do Ó Ramos, confiando que «tudo parece encaminhado para que em julho de 2014, Portugal recupere a independência financeira, perdida em maio de 2011 e à qual o Governo socialista conduziu», cita a Lusa.