Por: Patrícia Pires / e Sara Marques | 14- 3- 2010 2: 40
Já era domingo, 01h10 da madrugada, quando os candidatos à liderança do PSD voltaram a falar aos congressistas que aguentaram
a maratona de intervenções, em Mafra.
Aguiar Branco foi, desta vez, o primeiro a falar. E começou a falar como «líder parlamentar» para
defender a honra da «sua» bancada, após os deputados da Assembleia da República terem sido acusados de pouco fazer para responder
a Teixeira dos Santos, quando usou a expressão «jobs for the boys».
Encaminhado pela emoção da defesa da honra, regressou
o candidato, que deixou uma garantia: «Comigo a presidente o PSD vai, de imediato, apoiar a recandidatura de Cavaco Silva
à Presidência da República».
Foi depois a vez de Paulo Rangel subir ao «palco» e dizer que «pedir uma nova maioria absoluta não é um sonho, está
ao alcance» do PSD. Mas o eurodeputado foi mais longe e propôs conquistar o desejo desde Sá Carneiro: «Um governo, uma maioria
e um presidente». Elogiou os seus adversários «pelo seu percurso no partido até hoje» e pela «forma como se comportaram na
campanha».
O terceiro a fazer a intervenção final foi Castanheira Barros, mas a «nova posição» não melhorou a atenção dos militantes ao seu discurso.
Insistiu na questão do ambiente e no papel «verde» necessário para o futuro, mas os militantes só queriam «laranja».
Por
fim, e de novo, com direito «ao final» Pedro Passos Coelho. Disse que «o que é importante não é derrotar o PS e Sócrates, mas mostrar
que o PSD tem um projecto que o país valoriza» e desafiou o Governo a adiar a votação do PEC para o discutir com o novo líder
laranja.
Ao contrário dos adversários, Passos Coelho não declarou apoio a Cavaco Silva.
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