Seis candidatos disputam esta sexta-feira a presidência do PSD/Madeira, numas eleições internas para escolher o sucessor do carismático líder social-democrata insular, Alberto João Jardim, que ocupa o cargo há quase 40 anos.

Neste ato eleitoral estão em condições de votar 7.136 militantes, estando na corrida à liderança dos sociais-democratas madeirenses seis candidatos: Miguel Albuquerque, Miguel de Sousa, João Cunha e Silva, Sérgio Marques, Manuel António Correia e Jaime Ramos.

Todos os candidatos vão exercer o seu direito de voto em várias sedes do partido no concelho do Funchal.

Miguel Albuquerque, o ex-autarca do Funchal, é o único que já disputou a liderança do PSD/M, em 2012, tendo sido derrotado por Jardim por cerca de uma centena de votos e as sondagens divulgadas na Madeira apontam que é o preferido os militantes, sendo dado como provável a realização de uma segunda volta a 29 de dezembro.

Albuquerque tem 53 anos, é licenciado em Direito e vai votar na sede do partido em São Martinho (17:00).

É neste local que vota também o candidato Miguel de Sousa (18:00), o gestor de um grupo cervejeiro da região e vice-presidente do parlamento regional, com 61 anos, que também foi o número dois do executivo regional (1988-1992) chefiado por Jardim.

Também em São Martinho, às 16:00, vota João Cunha e Silva (56 anos), outro candidato que tem licenciatura em Direito e há 14 anos que ocupa o cargo de vice-presidente do governo madeirense.

Manuel António Correia é o mais novo dos candidatos (49 anos), é igualmente advogado, desde 2000 que tutela a secretaria do Ambiente e Recursos Naturais do executivo insular e vai votar (16:00) em Santa Luzia, no mesmo local que Alberto João Jardim (18:00).

Sérgio Marques (57 anos) é também advogado, tem experiência governativa, pois desempenhou funções no executivo insular como diretor regional do Planeamento, foi eurodeputado entre 1999 e 2009 e vai votar na freguesia da Sé (18:30).

Quanto a Jaime Ramos (que não divulgou local e hora de votação), tem 67 anos, é um empresário da construção civil, dirigente da associação do setor na região. Há várias décadas que é secretário-geral e líder parlamentar do PSD/Madeira, tendo durante o período de campanha interna recusado participar em debates ou prestar declarações. Deu apenas duas entrevistas ao matutino regional Jornal da Madeira.

Jardim disse à agência Lusa que não vai prestar declarações após serem divulgados os resultados destas eleições internas, previstas para cerca das 22:30 pelo Conselho de Jurisdição do PSD/M, na sede do partido na região.

Alberto João Jardim já anunciou que pretende apresentar a sua demissão do cargo ao representante da República, a 12 de janeiro, depois do congresso que se realiza dois dias antes, e quase todos os candidatos defendem a realização de eleições legislativas regionais antecipadas.

Terça-feira, num ato público, Jardim afirmou «estar convencido de que não vai ser fácil» o novo líder do PSD/M ser escolhido «à primeira volta» e admitiu participar, como militante, se houver essa segunda volta nas eleições internas do PSD/M.