O líder parlamentar do PSD disse esta quinta-feira que o primeiro-ministro não beneficiou de qualquer favorecimento por parte da administração relativamente a dívidas à Segurança Social ou ao fisco e voltou a enaltecer a seriedade de Pedro Passos Coelho.

«O senhor primeiro-ministro não teve por parte da administração nenhum ato de favorecimento relativamente às suas dívidas sejam de contribuições para a Segurança Social, sejam de dívidas fiscais», afirmou o líder da bancada do PSD, Luís Montenegro, no plenário da Assembleia da República.

Antes, numa interpelação à bancada do PSD sequência da declaração política de Luís Montenegro, o líder parlamentar do PCP, João Oliveira, falou da «falta de credibilidade do Governo» e acusou o executivo de ter «dois pesos e duas medidas relativamente às exigências que faz aos portugueses e às obrigações que impõe que cumpram» e, por outro lado, às «facilidades e aos favorecimento que garantem», apontando como o exemplo a discussão em que está envolvido o primeiro-ministro sobre dívidas à Segurança Social.

Na resposta à bancada comunista, e depois de garantir que Pedro Passos Coelho não beneficiou de qualquer favorecimento, o líder da bancada do PSD assegurou que o partido é o primeiro a estar interessado em que o primeiro-ministro responda às questões que a oposição tem colocado.

A este propósito, Luís Montenegro saudou o PCP e o BE por terem colocado as questões que entenderam diretamente ao primeiro-ministro, ao contrário do PS que tentou «instrumentalizar o parlamento e a comissão de trabalho», numa referência ao requerimento socialista apresentado a essa comissão com nove perguntas dirigidas a Pedro Passos Coelho.

«Aproveito para desafiar o PS para pegar nas nove questões com que queria instrumentalizar a comissão e as possa dirigir ao primeiro-ministro, que ele não vai deixar de lhes dar resposta», disse Luís Montenegro.

Na sua declaração política, o líder parlamentar do PSD voltou a repetir os elogios que tinha deixado no início da semana ao primeiro-ministro, voltando a dizer que o partido tem «um líder sério, capaz e corajoso», que é também «o português mais bem preparado para exercer as funções de primeiro-ministro nos próximos cinco anos em Portugal».

Os elogios merecerem aplausos da bancada do PSD, que no final da intervenção chegou mesmo a levantar-se. A bancada do CDS-PP também aplaudiu a intervenção de Luís Montenegro, embora os democratas-cristãos tenham permanecido sentados.

A primeira declaração política da tarde acabou por ficar também marcada por uma indisposição da deputada do PS Ana Catarina Mendes, que quando estava a interpelar Luís Montenegro foi obrigada a interromper o seu discurso e a sair do hemiciclo.

Depois da saída de Ana Catarina Mendes do plenário, a bancada socialista optou por não voltar a interpelar o líder parlamentar do PSD.