O parlamento debate na quinta-feira o processo de privatização da TAP, a pedido do PSD que quer conhecer os contornos do acordo assinado entre o Governo e o consórcio, que prevê uma divisão das ações da empresa a 50%.

O líder do grupo parlamentar do PSD, Luís Montenegro, considerou "uma solução insólita distribuir 50 % do capital para cada lado, Estado e privado" e afirmou ter dúvidas sobre o impacto do acordo no cumprimento de garantias que estavam "bem firmes" relativamente à manutenção da operação, do "robustecimento da frota e quanto ao avanço de novas rotas".

Em declarações aos jornalistas no final da conferência de líderes parlamentares, que agendou o debate de urgência para quinta-feira, Luís Montenegro considerou "de todo o interesse que o país perceba os contornos desse acordo e a forma como o interesse público foi acautelado".

No mesmo sentido, o líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, disse aos jornalistas que a bancada quer perceber "como é que vai funcionar uma administração a meias" e "quanto é que o Estado vai pagar a mais" por uma solução que, considerou, "é ideológica e socializante".

Por seu lado, o deputado do PS Pedro Delgado Alves, vice-presidente da bancada, considerou que o acordo assinado entre o Governo e o consórcio, "longe de ser uma opção ideológica, é uma opção racional que permite salvaguardar um ativo estratégico".

O ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, vai responder no debate às dúvidas levantadas pelos deputados.