O cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP às europeias, Paulo Rangel, apontou esta segunda-feira o secretário-geral do PS, António José Seguro, como seu adversário nessas eleições e disse ambicionar a vitória, considerando que é um objetivo difícil.

Em declarações aos jornalistas, à margem da reunião do Conselho Nacional do PSD que aprovou os candidatos sociais-democratas às europeias, Paulo Rangel referiu-se ao cabeça de lista do PS, Francisco Assis, como «um bom candidato», uma pessoa que respeita e com quem tem relações cordiais.

«Terei o maior gosto em defrontá-lo a ele, e ao líder do PS, António José Seguro - porque ele é que é o rosto da política europeia do PS, que nos cria algum desapontamento e preocupação», acrescentou o eurodeputado, alegando que o PS está «marginalizado» na família dos socialistas europeus.

Quanto à composição da lista conjunta do PSD e do CDS-PP, Paulo Rangel sustentou que é equilibrada em termos regionais, geracionais e de competências e combina renovação com continuidade, revelando «uma aposta muito forte» nas europeias.

O ex-líder parlamentar do PSD argumentou que coube ao CDS-PP indicar o 4.º e o 8.º nomes «por uma razão simples»: porque há cinco anos elegeu o 4.º e o 9.º eurodeputados e Portugal vai perder um representante no Parlamento Europeu, passando de 22 para 21.

«O objetivo eleitoral, já sabemos qual é: ganhar as eleições, o que significa ter mais votos e eventualmente mais deputados», afirmou Paulo Rangel.

«É um objetivo difícil, mas eu geralmente não me pauto por pôr objetivos fáceis e um Governo que teve de governar durante estes três anos também está habituado a objetivos difíceis», considerou.

Paulo Rangel apelidou o n.º 2 da lista aprovada pelo Conselho Nacional do PSD, o ex-presidente da Câmara Municipal de Viseu, Fernando Ruas, de «senador da República», ligado às autarquias.

Em seguida, assinalou que o 3.º lugar é ocupado por «uma independente» e «sindicalista», Sofia Ribeiro, indicada pelo PSD/Açores, adiantando que ficará responsável pelos «temas sociais e do mundo do trabalho» no Parlamento Europeu.

Em 5.º lugar, prosseguiu, vai «o eurodeputado com mais experiência que Portugal alguma vez teve», Carlos Coelho, «um nome absolutamente consensual no PSD e um nome fortíssimo» - atrás do candidato indicado pelo CDS-PP Nuno Melo - e em 6.º Cláudia Aguiar, que «representará a juventude e também a Região Autónoma da Madeira».

Segundo Paulo Rangel, o 7.º da lista da coligação PSD/CDS-PP, José Manuel Fernandes, é o eurodeputado «que mais relevância teve nesta legislatura», especialista nas questões orçamentais da União Europeia.

Quanto à escolha do deputado e dirigente algarvio do PSD José Mendes Bota para o 9.º lugar, sustentou que «é muito relevante para garantir um balanço regional», pois «faltava aqui algum peso ao Sul».