O vice-presidente do CDS-PP Nuno Melo afirmou este domingo que vai defender nos órgãos do seu partido o acordo de coligação com o PSD e considerou que essa aliança terá o apoio da "esmagadora maioria" dos dirigentes centristas.

"Vou defender na Comissão Política Nacional e no Conselho Nacional esta coligação - que já tinha, de resto, defendido", afirmou Nuno Melo à agência Lusa, referindo-se às reuniões do CDS-PP marcadas para quarta-feira. No seu entender, o acordo de coligação com o PSD para as legislativas "institucionalmente é correto, salvaguardando as posições dos dois partidos", e "a esmagadora maioria do partido estará a favor dessa coligação".


Segundo o eurodeputado, o compromisso assinado no sábado pelos presidentes do PSD e do CDS-PP "justifica-se substantivamente no que foi feito pelos dois partidos durante uma legislatura, fazendo sentido que sejam avaliados conjuntamente, e também num conjunto de propostas que apresentarão para um outro ciclo, sem que o seja em tempos de excecionalidade".

Numa crítica "ao primado da política sobre a economia" proclamado pelo PS, Nuno Melo acrescentou: "Espero desta maioria a defesa do primado da razão na política, valorizando também os ensinamentos da economia e das finanças, para que este ciclo de crescimento que Portugal vai tendo possa aumentar depois do sucesso na governação que levou à saída da 'troika' e à afirmação da credibilidade externa".

No que respeita ao programa dos socialistas, o eurodeputado alegou que "o PS em 2015 é igual àquele que foi até 2011", nos protagonistas e nas propostas, "com muita dificuldade em fazer contas".

"Só um PS assim, que defende o primado da política e desvaloriza a economia é que pode, mesmo pensando só nos votos, acreditar que convence de que é possível cortar impostos, aumentar salários, aumentar pensões, aumentar o investimento, reforçar o setor empresarial do estado e no final ter receita para pagar tudo e ainda a dívida", criticou.