O presidente do PS/Madeira, Vítor Freitas, disse esta terça-feira que o Governo Regional deveria estar «demitido» porque a região «não pode esperar mais» para recuperar de «três anos perdidos de governação do PSD». Vítor Freitas falava no debate potestativo requerido pelos socialistas na Assembleia Legislativa sobre o «estado da região».

«É necessário que este Governo seja demitido e que devolva a palavra ao povo da Madeira e do Porto Santo nas urnas», declarou, lembrando que o PSD/Madeira «já vale menos do que 30%» e que o resultado das eleições europeias no arquipélago foi «uma moção de censura ao Governo Regional».

«A Madeira não pode esperar mais que o PSD resolva os seus problemas internos», alertou, numa alusão à corrida para substituir Alberto João Jardim na liderança do partido.

Vítor Freitas disse que, ao contrário do que afirma o executivo, a «Madeira não está melhor» e exemplificou com «os mais de 20 mil desempregados», falências de empresas, emigração e pobreza.

O líder do Grupo Parlamentar do PS, Carlos Pereira, salientou que os madeirenses vivem «em sofrimento e desesperança» porque o modelo económico do Governo Regional «falhou com o excesso de betão, não apostou firme no turismo e realizou uma falhada regionalização na saúde e na educação que foi feita a pontapé».

O responsável disse ainda que se falhou na promoção do crescimento económico, «feito graças a uma dívida que está toda nas costas dos madeirenses».

Edgar Silva, deputado da CDU, salientou que a Madeira, com os governos do PSD, «definha e agoniza» e que «o que importa agora é resgatar a autonomia».

Roberto Vieira, do MPT, considerou que «o estado da região é o de um doente terminal» e Rui Almeida, do PAN, criticou o modelo económico seguido, «baseado no dinheiro e que, quando não existe, se afunda».

O presidente do CDS/Madeira, José Manuel Rodrigues, responsabilizou o secretário regional do Plano e Finanças pela «carga fiscal a que os madeirenses estão submetidos» e José Manuel Coelho, do PTP, considerou mesmo que o governante «já devia estar na cadeia pelo esbanjamento de dinheiro».

Jaime Ramos, líder do Grupo Parlamentar do PSD, acusou a oposição de «não ter vergonha» ao atacar as obras de construção civil que «dão trabalho a milhares de pessoas».

«Está a incentivar o desemprego na Madeira e a excluir as pessoas de fora do Funchal de terem as mesmas condições das que residem na cidade», disse.