O PS quer reforçar os poderes do secretário-geral do Sistema de Segurança Interna (SSI), um cargo criado em 2008 por José Sócrates, justamento quando António Costa era ministro da Administração Interna.
 
A função do "superpolícia" é coordenar as forças e serviços de segurança. Contudo,  atualmente, o cargo, que é ocupado desde o ano passado pela procuradora-geral adjunta, Helena Fazenda, não tem assumido grande relevância no combate à criminalidade. E é isto que os socialistas querem mudar, se formarem Governo após as próximas legislativas.

Quando o cargo foi criado, Costa, que detinha na altura a pasta da Adminsitração Interna, asegurou que o "superpolícia" teria uma função de "mera coordenação". Talvez por isso, esta figura tornou-se praticamente irrelevante no setor: cada polícia tem o seu comandante ou diretor e estes, por sua vez, os seus ministros. 
 
No programa eleitoral disponível na página do partido na Internet, o PS defende que “novas ameaças e riscos implicam uma orientação estratégica bem definida e conduzida de modo coerente”, o que implica uma “prevenção e repressão destes fenómenos” através de uma “coordenção mais eficaz das forças e serviços de segurança”.
 
Por isso, no mesmo documento lê-se que o partido de António Costa quer “incrementar as competências do Secretário-Geral do Sistema de Segurança Interna".
 
Uma medida que não deve ser aplicada de forma isolada. Os socialistas querem modernizar o setor, implementando um Simplex da Segurança Interna. O objetivo é contemplar "a evolução dos sistemas de informação, a reengenharia dos procedimentos e a reorganização dos recursos humanos".