António Costa apresentou quarta-feira os cálculos finais do programa eleitoral, comprometendo-se com a criação de 207 mil empregos e alívios da dívida até 118% e do défice até 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos quatro anos. Esta quinta-feira, o secretário-geral do PS, fez questão de esclarecer que “não prometeu criar 207 mil postos de trabalho”.

Em declarações aos jornalistas, em Viana do Castelo, onde irá marcar presença nas Festas da Agonia, António Costa explicou:

“Eu não prometo 207 mil postos de trabalho, eu comprometo-me é com um conjunto de medidas de políticas, que tendo como prioridade a criação de emprego tem, no estudo técnico que as suportam, uma estimativa, um conjunto de resultados”

O líder socialista acrescentou, também, que o seu partido “não se limita” a ter “um programa com compromissos eleitorais”. E que este tem “um estudo técnico sobre os impactos financeiros das medidas constantes do programa eleitoral”.
 

Ou seja, ressalva, que “é muito importante não confundir o que são os compromissos que assumimos com os portugueses, com um estudo que simulando essas medidas faz previsões, estimativas sobre os resultados eleitorais”.


António Costa garantiu ainda que “tudo o que prometemos tem viabilidade orçamental e cabe nas metas acordadas com a União Europeia”.
 

Não comenta "casos judiciais"


Questionado pelos jornalistas sobre a carta que o ex-primeiro ministro socialista José Sócrates, detido preventivamente em Évora, enviou à SIC e ao Jornal de Notícias em que acusa a justiça de ter "uma verdadeira motivação" de impedir a vitória do PS nas legislativas de outubro, António Costa apenas disse que "não comenta casos judiciais, quaisquer que eles sejam, designadamente esse caso".
 

"Vou estar centrado naquilo em que estou centrado, que é a apresentação do meu programa eleitoral, na discussão do meu programa eleitoral", frisou, exigindo aos outros partidos políticos "em particular à direita, que apresente as suas contas".


"Hoje o principal responsável da elaboração do programa da direita vem dizer que não tem que apresentar contas. Ele não quer apresentar as contas. Quer esconder as contas aos portugueses. Quer que os portugueses não saibam aquilo que, efetivamente, se comprometem a fazer", disse, referindo-se a uma entrevista ao Jornal de Negócios do coordenador do programa económico do PSD/CDS, Pedro Reis.

António Costa adiantou que para que os eleitores possam, no próximo dia 04 de outubro, "escolher bem, com confiança, é fundamental, que ninguém tenha cartas escondidas nas mangas"