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PS: proibição de duplas candidaturas «incomoda»

Nem todos estão de acordo com a decisão do partido de deputados não poderem ser autarcas e vice-versa

Por: Redacção / PP  |  5- 7- 2009  11: 40

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Ana Gomes e Elisa Ferreira

O PS anunciou, na passada sexta-feira, que os candidatos às autarquias não poderiam participar nas listas para a Assembleia da República. No entanto, a decisão não agradou a todos e está a ser contestada. Em declarações à rádio «TSF», Leonor Coutinho, deputada socialista e candidata pelo PS à Câmara de Cascais, confessa que teria votado contra esta regra.

A socialista considera mesmo que a decisão de proibir as duplas candidaturas não vai melhorar a democracia e podem mesmo criar um «problema de coesão entre as pessoas do partido». Mas Leonor Coutinho vai mais longe e fala em mudança de regras a meio do jogo.

Também Sónia Sanfona, actualmente deputada do PS e candidata do partido à Câmara de Alpiarça, afirmou à «TSF» que «não se podem mudar as regras a meio do jogo» e que «não deviam ter sido abertas excepções». A deputada referia-se a Ana Gomes e Elisa Ferreira, já eleitas para o Parlamento Europeu, mas também candidatas autárquicas.

Ana Gomes, candidata do PS à autarquia de Sintra, já reagiu às críticas e defende que a proibição é «razoável». No entanto, admite que talvez seja a resposta à polémica que surgiu nas eleições europeias, sobre a existência de «duplas candidaturas» ( a sua e a de Elisa Ferreira).

«Neste momento sou candidata apenas à Câmara Municipal e, se for eleita, é na câmara que fico; se não for eleita, é no Parlamento Europeu que fico em exclusividade, ao contrário do deputado Paulo Rangel, uma das pessoas que fez esta demagogia, e que depois de ser eleito para o PE veio admitir que poderia não cumprir integralmente esse mandato se for desafiado pelo seu partido para outras funções», afirmou à «TSF».

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