A conferência de líderes decidiu iniciar «uma reflexão» sobre o que fazer perante as «ofensas» dirigidas por cidadãos aos deputados e aos governantes durante os plenários, uma questão suscitada pelo ministro Marques Guedes.

«Houve um consenso de que deve haver uma reflexão», afirmou o porta-voz da conferência de líderes, Duarte Pacheco, aos jornalistas, adiantando que poderá haver uma reunião específica daquele órgão para discutir o assunto.

O tema foi levantado na reunião de hoje pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Marques Guedes, e subscrito pelos grupos parlamentares da maioria. Os restantes grupos parlamentares não levantaram objeções a que fosse feita uma reflexão sobre o assunto, indicou.

Questionada pela Lusa sobre se admite restringir o acesso às galerias, a presidente do Parlamento, Assunção Esteves, disse que «os deputados vão, em conjunto, refletir sobre o modo como se devem encarar os acontecimentos e ver o que se pode fazer, com cautela, para prevenir» situações que possam ser consideradas ofensas.

«São as galerias do povo», frisou.

Segundo fonte parlamentar, a questão que mereceu o consenso para ser alvo de reflexão prende-se não com o direito de manifestação mas com a «impunidade das ofensas».

Nesse sentido, não estará em causa o direito de acesso dos cidadãos às galerias mas se se justificará algum tipo de restrição ou condição.