O líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, disse esta segunda-feira que os centristas contam com a responsabilidade da central sindical UGT para fechar o programa de ajustamento económico e Portugal voltar a deter total soberania.

«Creio que a sete meses do fim do programa de assistência financeira continuamos a contar com a UGT para terminar este programa e podermos ser novamente donos das nossas decisões», declarou Nuno Magalhães aos jornalistas no parlamento, em Lisboa, no final de um encontro com uma delegação da UGT chefiada pelo secretário-geral Carlos Silva.

No fim da reunião, que durou mais de uma hora, o parlamentar centrista reconheceu as preocupações da UGT com o Orçamento do Estado (OE) para 2014 mas enalteceu a «marca distintiva» do programa de ajustamento português que passa pelo acordo de concertação social assinado em janeiro de 2012 e que contou com a luz verde da UGT.

«Da parte do CDS, reafirmámos a disponibilidade para mantermos um consenso e diálogo permanente», sublinhou Magalhães, lembrando que a UGT «tem sabido honrar a sua história de diálogo, compromisso e consenso social».

Questionado pelos jornalistas sobre uma abertura para aumentar o salário mínimo nacional, o líder da bancada centrista remeteu a questão para a concertação social e uma discussão entre o Governo e os parceiros sociais.

Na concertação, e também no parlamento, declarou ainda Nuno Magalhães, a UGT pode contar com a «disponibilidade total» do CDS-PP para fazer do programa de ajustamento português uma «história de sucesso».

Após este encontro, a delegação da UGT reúne-se, também no Parlamento, com representantes da bancada do PS.