O PS considerou esta terça-feira que o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,3% em termos homólogos no segundo trimestre do ano demonstra a robustez da economia portuguesa e a "consolidação das contas públicas".

O PS encara com confiança e otimismo os dados que foram hoje conhecidos sobre o crescimento económico. Demonstram, uma vez mais, a robustez da economia portuguesa e o resultado da consolidação das contas públicas e também da redução da dívida pública", disse a porta-voz do PS, Maria Antónia Almeida Santos, numa declaração aos jornalistas realizada em Faro.

Registando a aceleração da economia portuguesa face à de outros Estados-membros da União Europeia (UE), a dirigente socialista destacou que o país está numa fase de contraciclo positivo.

Por comparação com o que se passa na Europa, Portugal foi um dos poucos países a acelerar. Muitos outros desaceleraram, a maioria deles, e desaceleraram fortemente. Portugal, neste momento, está numa fase de contraciclo, contraciclo no bom sentido. E isso só podem ser boas notícias", assegurou.

Maria Antónia Almeida Santos reforçou que o crescimento económico português não está ligado, diretamente, aos registos globais da União Europeia.

Muitos diriam que este crescimento iria à boleia da UE e, de facto, mostrámos uma vez mais que não é isso que se passa", referiu, sustentando que, face aos dados hoje revelados, "o Governo do PS conseguiu virar a página da austeridade".

A porta-voz do PS concluiu que o Governo vai "continuar neste caminho que tem dado bons resultados" e que os portugueses "irão sentir estes benefícios, como já estão a sentir".

O crescimento da economia portuguesa acelerou no segundo trimestre, ao avançar 2,3% face ao mesmo período do ano anterior e 0,5% em cadeia, avançou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com a estimativa rápida divulgada esta terça-feira, no segundo trimestre, o Produto Interno Bruto aumentou 2,3% em termos homólogos no segundo trimestre e 0,5% em cadeia, acima dos crescimentos de 2,1% em termos homólogos e de 0,4% em cadeia registados no primeiro trimestre do ano.

Face ao período homólogo de 2017, explica o INE, a procura interna registou um contributo "mais positivo", em resultado da aceleração do consumo privado, enquanto o investimento apresentou um crescimento "menos acentuado", explicado em "larga medida" pela diminuição da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) em material de transporte.