O primeiro-ministro, António Costa, declarou esta quinta-feira querer "de uma vez por todas" acabar com a "especulação" em torno do Orçamento do Estado (OE), reiterando que "não há nenhum plano B no horizonte" em matéria de medidas.

"Gostaria, de uma vez por todas, de pôr termo a qualquer tipo de especulação: não há nenhum plano B no horizonte. O único plano B é executar o Orçamento que a Assembleia da República está a discutir e aprovará no próximo dia 16", vincou o primeiro-ministro.

De acordo com a Lusa, António Costa falava aos jornalistas depois de se ter reunido com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na primeira reunião de trabalho entre ambos desde que o novo chefe de Estado tomou posse, na quarta-feira.

O Executivo, vincou António Costa, tem "toda a confiança na sua capacidade de executar o Orçamento e cumprir os objetivos" fixados, mesmo sendo estes "muito ambiciosos".

A redução do défice e da dívida, acompanhados do dinamizar da economia "assente na reposição de rendimentos" dos portugueses é um dos motes do Governo.

"Como em tudo na vida", prosseguiu o chefe do Governo, "obviamente" deve ser prevenida "qualquer eventualidade", mas a Comissão Europeia e o Eurogrupo não exigiram - ao contrário do que sucedeu em 2015 e o que sucede noutros países, advogou Costa - novas medidas no imediato.

"Ao contrário do que aconteceu, por exemplo, no ano passado, quando a Comissão Europeia exigiu a apresentação imediata de medidas, este ano não exigiu a apresentação imediata de medidas. Limitou-se a dizer que devíamos ter medidas para o caso de serem necessárias", sinalizou o líder do Governo socialista.

De todo o modo, prosseguiu, os números económicos de janeiro e fevereiro já apurados "reforçam a tranquilidade e confiança" na capacidade de execução do Orçamento.

"É tempo de deixarmos de andar nessa incerteza diária sobre qual é o plano B. Só para a semana estará aprovado este Orçamento. Sei que se tem tornado moda em Portugal, nos últimos anos há pelo menos por ano um orçamento retificativo, mas tudo faremos para que neste espírito de regresso à normalidade o país também volte a ter simplesmente um Orçamento por ano", declarou António Costa.

Sobre a reunião com Marcelo Rebelo de Sousa - que não prestou declarações no final do encontro -, Costa declarou ter informado o novo chefe de Estado de um "conjunto de matérias" várias, nomeadamente a "programação da atividade legislativa", a situação financeira do país e também temas em torno da ação externa portuguesa.

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