O primeiro-ministro afirmou hoje que as metas da OCDE “valem o que valem”, mas defendeu que devem ser criadas condições para que a administração pública, e não só os professores, possa ter melhores rendimentos.

As metas da OCDE valem o que valem, temos de criar condições para que não só os professores como o conjunto da administração pública possam ter cada vez melhores rendimentos”, afirmou António Costa em Melgaço, distrito de Viana do Castelo, à margem da inauguração da escola EB 2,3 e secundária de Melgaço.

Os professores das escolas portuguesas, assim como os diretores ganham, em média, mais do que outros trabalhadores com formação superior, uma tendência que contraria a maioria dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), revela um relatório hoje divulgado.

Segundo o relatório “Education at a Glance 2018, “ao contrário da maioria dos países da OCDE, os professores em Portugal ganham mais do que os restantes trabalhadores com formação superior. Comparativamente, também os diretores das escolas estão entre os que ganham mais”.

Para António Costa, este estudo não representa uma “notícia positiva” porque o que o Governo deseja é “que os professores, obviamente, possam ganhar mais, sem que seja a OCDE a fixar a bitola”.

O primeiro-ministro adiantou que o sucesso educativo depende de professores motivados e, quanto ao ano letivo que agora arranca, destacou a criação de mais cinco mil vagas para o pré-escolar e “duas novidades”: a redução do número de alunos por turma e a flexibilização curricular.

Luxemburgo, Portugal e Grécia são os três países que surgem no topo da lista comparativa da OCDE, que coloca ainda os alemães e os finlandeses em 4.º e 5.º lugares.

Questionado ainda sobre as conclusões do Relatório da Democracia de 2018 hoje divulgado, segundo o qual Portugal é o 10.º país mais democrático do mundo, António Costa respondeu que este é um “lugar honroso”.

Contudo, acrescentou, esta ‘classificação’ “deve fazer ter a ambição de chegar ao primeiro lugar” para que o Portugal seja “a melhor democracia do mundo”.