O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, escusou-se a comentar a vitória de António Costa nas eleições primárias do PS, mas realçou que um chefe de governo «está sempre preparado para qualquer circunstância».

«É natural que queiram saber as minhas opiniões sobre o PS, mas, verdadeiramente, haverá pessoas em melhores condições de fazer pronúncias sobre isso do que eu», disse. 

No discurso de vitória, António Costa quis falar logo no futuro à frente dos destinos de Portugal , como primeiro-ministro, dizendo que ontem era «o primeiro dia de uma nova maioria de Governo» e o  «primeiro dia dos últimos dias» do atual executivo de Passos Coelho

Questionado pelos jornalistas sobre se vai ter vida mais difícil agora, devido à vitória e às palavras de António Costa, Passos Coelho limitou-se a responder: «Um primeiro-ministro está sempre preparado para qualquer circunstância. Não faço comentários, portanto, sobre o PS», insistiu, em Estremoz, onde presidiu à inauguração do novo quartel do Destacamento Territorial da GNR.

Entretanto, se o PS ganhou um novo António, perdeu outro: António José Seguro, que apresentou a demissão assim que teve oportunidade de reagir aos resultados. Para além disso, já esta segunda-feira, renunciou ao cargo no Conselho Nacional. Quem vai ocupar o seu lugar é o antigo ministro e professor universitário Alfredo Bruto da Costa, que estava como suplente.

Já no Partido Socialista, não se podem fazer nomeações automáticas para o novo secretário-geral. António Costa ganhou apenas para candidato a primeiro-ministro nestas primárias. Será preciso, agora, eleger também o líder do partido. O PS agendou a reunião da comissão nacional para o próximo dia 14 de outubro

Quem se juntou a Seguro foi o líder parlamentar do PS, Alberto Martins, que também apresentou a demissão. De qualquer modo, como ainda está oficialmente em funções, convocou para terça-feira de manhã, uma reunião da direção da bancada para retirar o agendamento dos diplomas sobre reforma do sistema político proposta por Seguro