O dirigente socialista Álvaro Beleza excluiu hoje uma candidatura à liderança do partido nas próximas eleições diretas, afirmando que se recusa a «dividir o PS».

Esta posição de Álvaro Beleza, membro do secretariado de António José Seguro, que se demitiu após a derrota nas eleições primárias de domingo, foi assumida no dia em que o jornal «Público» noticiou que está a ser pressionado internamente a assumir uma candidatura a secretário-geral.

«Que fique muito claro de uma vez por todas, o meu candidato a primeiro-ministro é o António Costa. Não contém comigo para dividir o PS. A liderança do partido ficou resolvida domingo e, como já disse, tudo farei para unir», afirmou o dirigente do PS, numa declaração à agência Lusa.

Beleza, segundo o Público, tem sido pressionado por dirigentes distritais, concelhios e deputados a candidatar-se à liderança e, questionado pelo jornal escusou-se a comentar a informação.

Hoje, na declaração que fez à Lusa, o médico e membro do secretariado de Seguro afirmou que apoia António Costa como candidato a primeiro- ministro e defendeu que os socialistas «querem focar energias na construção de uma alternativa ao Governo e ganhar as próximas eleições com maioria».

António Costa venceu as primárias do PS – destinadas a escolher o candidato do partido a primeiro-ministro - com 67,88% dos votos dos socialistas, contra 31,65% de António José Seguro.

Na sequência deste resultado, António José Seguro anunciou a sua demissão de secretário-geral do PS.

A presidente e secretária-geral em exercício do PS, Maria de Belém Roseira, convocou na segunda-feira para dia 14 de outubro uma reunião da Comissão Nacional para marcar as eleições diretas e o congresso extraordinário.